A primeira fase de testes, já finalizada, provou que o medicamento não é tóxico para as pessoas, mas a eficácia ainda será avaliada
Por Redação, com ACS - de Brasília:
A fosfoetanolamina sintética, conhecida como pílula do câncer, entrará na segunda fase de testes.
O Instituto do Câncer do Estado de São Paulo começa a avaliação na próxima segunda-feira. Serão incluídos na pesquisa 20 pacientes com diferentes tipos de câncer. Dez já integram o estudo.
De acordo com Milena Mak, médica e pesquisadora do instituto, a primeira fase de testes, já finalizada, provou que o medicamento não é tóxico para as pessoas. Ela explica que ainda é precoce tentar avaliar se a pílula obteve eficácia contra a doença.
A previsão da médica é que, após seis meses, seja possível mensurar se a pílula é capaz de combater o câncer. Nessa fase, os pacientes serão avaliados a cada duas semanas, nos dois primeiros meses. Após esse período, o acompanhamento será mensal.
Caso os resultados se mostrem positivos, serão incluídos até mil novos pacientes, estratégia que permitirá melhor compreensão da droga, segundo os pesquisadores.
Câncer de pele
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, na segunda-feira, dois novos medicamentos para tratar o câncer de pele do tipo carcinoma basocelular, em estágio avançado, e um novo medicamento biológico para melanoma com metástase. Ambas as permissões estão registradas no Diário Oficial da União (DOU).
Um dos remédios aprovados é indicado para o tratamento do carcinoma basocelular avançado. Trata-se do medicamento Erivedge (vismodegibe) do laboratório Roche.
Na mesma edição do DOU está o registro do Keytruda® (pembrolizumabe), um produto biológico novo. O produto foi avalizado para tratamento de pacientes com melanoma metastático ou irressecável.