Rio de Janeiro, 09 de Fevereiro de 2026

Secretário: fim da greve do Metrô depende da Justiça

Sexta, 03 de Agosto de 2007 às 08:54, por: CdB

No segundo dia de greve dos metroviários na cidade de São Paulo, o secretário de Transportes Metropolitanos, José Luiz Portella, disse que a intermediação para o fim da greve está agora nas mãos da Justiça. Como os metroviários não estão cumprindo a determinação judicial de operar as quatro linhas do Metrô com 85% da capacidade nos horários de pico (das 6h às 9h e das 16h às 19h) e 60% nos demais horários, o secretário disse que não vai aceitar mais negociação direta com os grevistas.

— A proposta oficial tem que vir dentro da lei, não pode ser feita fora da lei. Se eu fizer o que eles estão querendo estarei fora da lei —. O presidente dos metroviários, Flávio Godoi, propôs nesta manhã uma reunião entre ele e o secretário para nova negociação.

Nesta quinta-feira à tarde, a juíza Vilma Nogueira de Araújo Paz da Silva encaminhou o processo para julgamento. Se a greve for considerada ilegal, os metroviários deverão seguir as determinações da juíza Cátia Lungov, que será a relatora do processo nesta sexta..

A assessoria jurídica do Metrô foi nesta manhã até o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) para tentar acelerar a audiência que vai julgar a legalidade da greve. O julgamento no TRT está marcado para às 15h.

A audiência entre o Sindicato dos Metroviários, representantes do Metrô de São Paulo e do Ministério Público do Trabalho, no TRT, terminou sem acordo na tarde desta quinta-feira. O procurador do trabalho Sidnei Alves Teixera deu parecer pedindo que a multa de R$ 100 mil por cada dia de greve, prevista em decisão liminar da Justiça do Trabalho, seja aplicada integralmente ao Sindicato dos Metroviários.

Na última terça-feira, o Sindicato dos Metroviários havia se comprometido, durante audiência no TRT, em adiar a greve por uma semana e retomar as negociações com o Metrô. Em assembléia, entretanto, os metroviários decidiram pela paralisação a partir de quinta.

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