O secretário do Tesouro Nacional, Joaquim Ferreira Levy, comemorou nesta quarta-feira a evolução da dívida pública federal no ano passado, mas disse que ainda há muito o que fazer.
- Apesar de estarmos satisfeitos com o resultado, ainda há muito o que fazer - disse o secretário.
O estoque da dívida pública federal cresceu nominalmente 8,1% em 2003, passando de R$ 893,3 bilhões para R$ 965,8 bilhões.
De acordo com relatório divulgado nesta quarta-feira, o crescimento da dívida no ano passado foi menor que a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), de 9,3%. Levy disse que a relação dívida-PIB deve cair neste ano.
- Com crescimento de 4% e superávit primário de 4,25%, é claro que a relação dívida/PIB vai cair - afirmou o secretário, destacando que o percentual será anunciado em breve.
Levy disse que o Tesouro não conseguiu cumprir todas as metas para a dívida no ano passado, mas "ficou próximo". Não foi alcançada, por exemplo, a redução dos débitos indexados à taxa Selic. Ao invés de caírem de 42,4% do total da dívida para um mínimo de 38%, como se planejava, cresceram para 46,5% no final do ano passado.
Também não foi cumprido o prazo médio para o pagamento da dívida. O planejado era um aumento entre 41 e 45 meses. O prazo acabou caindo de 42,6 para 39 meses durante o ano passado. Levy lembrou, porém, que o governo conseguiu reduzir a dívida atrelada ao câmbio, que passou de 45,8% do total em 2002 para 32,4% em dezembro do ano passado.