Rio de Janeiro, 18 de Setembro de 2026

Secretário de Ordem Pública do Rio agredido irá recorrer à Justiça

O secretário municipal de Ordem Pública, Alex Costa, disse nesta quarta-feira que irá processar por danos morais Eduardo Fauzi, homem que o agrediu na terça. Fauzi deu um forte tapa na lateral do rosto de Costa.

Quarta, 06 de Novembro de 2013 às 09:48, por: CdB
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O secretário municipal de Ordem Pública, Alex Costa
O secretário municipal de Ordem Pública, Alex Costa, disse nesta quarta-feira que irá processar por danos morais Eduardo Fauzi, homem que o agrediu na terça. Fauzi deu um forte tapa na lateral do rosto de Costa. O secretário havia acabado de fechar um suposto estacionamento clandestino. O agressor que foi preso, contestou a Prefeitura e disse que tem autorização para funcionar. “A instituição é que foi agredida. Eu fisicamente fui agredido e estou tomando as minhas medidas pessoais na Justiça”, afirmou Alex Costa. Eduardo Fauzi foi imobilizado pelos guardas municipais. Preso em flagrante, ele foi levado para a delegacia, onde foi autuado por lesão corporal. Segundo a polícia, ele já respondeu por crimes de calúnia e difamação, agressão e formação de quadrilha. Fauzi alegou durante a desapropriação do estacioamento que havia recebido uma proposta de pagamento de propina para que o negócio fosse mantido. - Eu recebi uma proposta na semana passada de uma pessoa que se dizia funcionário da Prefeitura, ligado à Secretaria de Ordem Pública e ao Alex Costa. Ele me fez uma proposta de R$ 50 mil e disse que precisava desse valor para não estourar o estacionamento. Como eu recusei, porque eu não compactuo com este tipo de transação e porque eu tenho uma liminar de posse do terreno, o secretário de Ordem Pública procedeu. Ele arrebentou o estacionamento, expulsou as pessoas que moravam ali - disse. Nesta quarta-feira, o secretário voltou a vistoriar estacionamentos irregulares na Zona Portuária, dando continuidade à fiscalização interrompida no Centro do Rio. Alex Costa contestou a versão dada pelo homem, que se diz procurador do terreno. "Não tem informação sobre nada disso. Existem milhares de canais para que ele possa fazer a denúncia como a ouvidoria, MP, Polícia Civil e o serviço 1746. Nenhuma denúncia chegou até a secretaria." Ele afirmou também que já entrou em contato com seu advogado e pretende processar o agressor por danos morais, agressão, injúria e difamação. "Vindo de um sujeito como ele, que tem inúmeras passagens pela polícia e que tomou uma atitude como a de ontem (a agressão), não tem a menor credibilidade. Vou entrar na justiça contra isso também e vou pedir que ele prove através de nomes, números e documentos de que houve essa tentativa de extorsão." De acordo com a Secretaria de Ordem Pública, o estacionamento não tinha autorização para funcionar. Portanto, foram enviados dezenas de caminhões com pedras para serem depositadas nas vagas para ter a certeza de que ficará fechado. Segundo informações do portal G1. A Prefeitura disse que o terreno pertencia às Docas, mas foi doado ao município por decreto da presidente Dilma Rousseff, assim como outros imóveis da região para as obras de revitalização da Zona Portuária. Na delegacia, Eduardo Fauzi apresentou uma liminar da Justiça que garante a manutenção da posse do terreno, com data de outubro de 2012. Ele também contestou a informação da prefeitura e mostrou um alvará provisório de funcionamento do estacionamento. “A Prefeitura simplesmente ignorou essa decisão judicial, invadiu, quebrou, prendeu e expulsou as pessoas que estavam ali”, contou Eduardo Fauzi, representante do estacionamento.
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