Rio de Janeiro, 24 de Maio de 2026

Secretário de Educação depõe sobre desvio de verba em Alagoas

Segunda, 30 de Maio de 2005 às 08:01, por: CdB

A Polícia Federal convocou o atual secretário de Educação do Estado de Alagoas, Maurício Quintela, para depor nesta terça-feira. O secretário, que também é deputado federal licenciado, está sendo investigado devido ao fato de ter havido desvio de R$ 2 milhões da merenda escolar no estado, apenas neste ano.

O secretário teria sido citado em ligações telefônicas por pessoas envolvidas no esquema de fraude, em escutas autorizadas pela Justiça Federal. Os delegados que investigam o caso querem saber qual a ligação do secretário com os acusados de integrar a quadrilha.

Quintela também será ouvido para tentar explicar os detalhes de uma licitação para a compra de merenda escolar em que concorreram três empresas ligadas ao empresário Rafael Torres, considerado o líder do grupo. Segundo a Polícia Federal, outras pessoas citadas também estão sendo chamadas para depor, a exemplo do empresário João Felipe de Barros Lima, concunhado do secretário Maurício Quintela e que já trabalhou como assessor dele. Ele é dono de uma Factoring e teve documentos desta empresa apreendidos durante a Operação Gabiru. Para completar o quadro de parentescos, Maurício Quintela é primo do governador, Ronaldo Lessa (PDT).

A Operação Gabiru começou 17 de maio, quando foram cumpridos 31 mandados de prisão e 61 de busca de apreensão de documentos. Entre os atuais 19 presos, estão prefeitos, ex-prefeitos, secretários municipais, empresários, agiotas e funcionários público. As prisões foram decisão do desembargador federal, Marcelo Navarro, do Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF/5ª), no Recife. Foram apreendidas quantias em dólar, real, armas e esmeraldas na casa dos supostos envolvidos no esquema. Depois das prisões feitas na primeira etapa dos trabalhos, outras quatro pessoas foram convocadas para depor e acabaram indiciadas no inquérito, que são ao todo 35 pessoas. Mas devem haver mais, segundo apontam algumas fontes da Polícia Federal.

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