Rio de Janeiro, 27 de Maio de 2026

Secretário da RSF diz que guerra matou mais jornalistas que soldados

Sábado, 03 de Maio de 2003 às 11:00, por: CdB

O secretário-geral da organização Repórteres Sem Fornteiras (RSF), Robert Ménard, avaliou neste sábado em Paris que a guerra no Iraque foi proporcionalmente mais mortífera para os jornalistas do que para os soldados da coligação Estados Unidos-Inglaterra. - Isso significa que, há cada vez mais riscos profissionais (...) Quando um tanque norte-americano dispara contra o Hotel Palestina (em Bagdá, onde estava hospedada a imprensa internacional), isso não são riscos de profissão. Quando atacou os escritórios da estação televisiva Al-Jazira foi um crime de guerra -, afirmou. Para Ménard, os norte-americanos violaram a convenção de Genebra, segundo a qual os jornalistas são civis e não podem ser usados como alvos. A Repórteres Sem Fronteiras já pediu a abertura de um inquérito ao organismo encarregado de fiscalizar esse acordo internacional. - Não se trata simplesmente de atacar os Estados Unidos, que são uma grande democracia, ao contrário do regime de Saddam Hussein, que de 1979 a 2003 executou 500 jornalistas e intelectuais -, alertou. Balanço publicado neste sábado pela organização revela que a guerra no Iraque custou a vida a nove jornalistas estrangeiros e a de um colaborador iraquiano da BBC, por meios violentos, a que se juntam outros quatro mortos em acidentes.

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