O secretário adjunto de Estado dos Estados Unidos, Christopher Hill, começa em Seul, neste sábado, uma viagem pela Ásia que inclui escalas na China e no Japão, locais em que promoverá a retomada do diálogo sobre o programa nuclear norte-coreano.
Hill, que foi embaixador americano em Seul até o início de abril, deve iniciar sua agenda de contatos na próxima segunda-feira em reuniões com o ministro sul-coreano de Assuntos Exteriores, Ban Ki-moon, e o vice-ministro, Song Min-soon, chefe da delegação sul-coreana para as negociações multilaterais.
A chegada de Hill à Coréia do Sul, onde ficará quatro dias, coincide com a publicação na edição digital do jornal americano Wall Street Journal de uma notícia afirmando que a Coréia do Norte está preparando um teste nuclear.
Segundo o jornal, que cita fontes oficiais americanas, Washington pediu que Pequim solicite a Pyongyang que não faça testes nucleares, diante dos indícios de que uma manobra desta magnitude poderia acontecer em breve.
Um alto funcionário do governo sul-coreano não quis comentar a notícia da agência de notícias Yonhap, alegando que não tem nada a dizer e que seu governo não foi informado por Washington a respeito.
As tentativas da comunidade internacional para solucionar a crise nuclear norte-coreana estão estagnadas desde setembro passado, uma vez que Pyongyang se recusa a voltar às negociações até que os Estados Unidos abandonem sua política "hostil".
Nos últimos dias, o clima de tensão na península coreana aumentou com os indícios de que o regime norte-coreano parou o reator nuclear de Yongbyon, o que foi interpretado como uma possível manobra para processar plutônio com o objetivo de produzir novas armas nucleares.
O governo de Washington não descarta levar o caso norte-coreano ao Conselho de Segurança da ONU, o que a Coréia do Norte considera uma declaração de guerra ao país.
A imprensa sul-coreana informou nesta sexta-feira que Seul quer organizar em junho uma reunião do mais alto nível com Washington a fim de estudar os passos para fazer Pyongyang voltar às negociações multilaterais.
Além das duas Coréias e dos Estados Unidos, estas negociações também contam com a participação de China, Rússia e Japão.
Secretário americano vai à Ásia discutir crise norte-coreana
Sábado, 23 de Abril de 2005 às 06:05, por: CdB