Rio de Janeiro, 28 de Maio de 2026

Secretarias de Educação recebem catálogo para formação de professores

Quinta, 05 de Maio de 2005 às 17:09, por: CdB

O Ministério da Educação já começou a distribuir os catálogos com a lista dos cursos oferecidos pelos centros de pesquisa da Rede de Formação Continuada de Professores da Educação Básica. São cerca de 100 cursos nas áreas de alfabetização e linguagem, educação matemática e científica, artes e educação física, ciências humanas e sociais, e gestão da educação.

Cuiabá (MT) foi primeira capital a realizar, no mês passado, o seminário regional de qualidade social da educação, cujo objetivo é divulgar o catálogo e as diretrizes da rede. As informações do seminário serão repassadas para os estados da região Centro-Oeste.

Todas as secretarias estaduais de Educação vão receber o material nos seminários regionais, que vão até junho. Nos próximos dias 11,12 e 13, haverá seminários em Rio Branco (AC), São Paulo (SP) e Curitiba (PR). Em seguida, São Luiz (MA), Belo Horizonte (MG) e Porto Alegre (RS) promovem os encontros nos dias 18,19 e 20. E em junho, nos dias 1º, 2 e 3 de junho, será a vez de Belém (PA), Maceió (AL) e Natal (RN). Cada capital tem a missão de repassar os resultados de seus seminários para estados e regiões vizinhas, de modo que todo o país seja atendido.

Os catálogos contêm as diretrizes e orientações sobre a formação continuada de professores, e também os cursos e outros produtos oferecidos pelos centros, como palestras, fascículos, fóruns de debates ou vídeos. O material é produzido pelo Ministério da Educação em conjunto com os 19 centros de pesquisa das universidades, com o objetivo de permitir que as secretarias de Educação escolham os cursos de acordo com suas necessidades.

A coordenadora-geral de Formação do Ministério, Lydia Bechara, disse acreditar que a formação continuada se refletirá na qualidade do ensino, por permitir troca de experiências permanente entre professores e profissionais da educação.

- Para ser continuada, tem que se integrar no dia-a-dia da escola. Os cursos não podem se reduzir a cursos recebidos, mas à discussão do que foi feito e passado nesses cursos, dentro da prática e das situações da escola em que os professores atuam. É só nessa cultura de reflexão permanente e coletiva da prática pedagógica que se vislumbra uma possibilidade de melhoria da qualidade da educação desse país - afirmou.

A Rede de Formação Continuada de Professores da Educação Básica, que inclui a educação infantil e o ensino fundamental e médio, vai formar neste ano 70 mil professores. As aulas são presenciais e coordenadas por um professor-tutor, que recebe orientação dos centros de pesquisa para realizar o curso na própria região em que se localiza a escola.

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