A Secretaria de Segurança Pública e o Ministério Público Estadual entregam nesta quinta-feira ao Tribunal de Justiça (TJ) pedido para destruição de 60 mil armas apreendidas pela polícia e que estão na Divisão de Fiscalização de Armas e Explosivos (Dfae), no Centro. A data será definida pelo Conselho da Magistratura, conforme ficou decidido na quarta-feira em reunião entre o presidente do TJ, Murta Ribeiro, uma comissão do Ministério Público (MP) e o secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame.
As 60 mil armas, que fazem parte das 220 mil guardadas na Dfae, foram apreendidas nos últimos cinco anos e já foram periciadas. Na primeira leva, serão destruídas apenas as armas brancas (facas, facões e pedaços de pau). Já as de fogo precisam de uma autorização do Exército.
Melhores condições
— Pelo que vi, no depósito da Dfae, as condições de segurança são frágeis e isso é perigoso. É preciso evitar que essas armas voltem para as mãos dos bandidos. Queremos desafogar o depósito da Dfae — disse Beltrame.
Coordenador da 1ª Central de Inquéritos do MP e presidente da comissão especial para acelerar a destruição das armas, Gianfilippo Pianezzola disse que o objetivo é abrir espaço no depósito da Dfae o mais rápido possível. — Assim que obtivermos autorização do Exército, vamos destruir as armas de fogo — explicou. O procurador-geral de Justiça do Estado, Marfan Vieira, também participou do encontro.