A Secretaria de Saúde e Defesa Civil do Rio de Janeiro confirmou neste domingo a ocorrência de três casos de leptospirose em municípios da serra fluminense, atingidos por fortes chuvas há 12 dias. De acordo com o superintendente de Vigilância Epidemiológica e Ambiental da secretaria, Alexandre Chieppe, apenas um dos casos, registrado em Teresópolis, está ligado às recentes inundações. Os outros dois foram verificados em Nova Friburgo, mas a coleta do material para análise foi feita antes da tragédia.
Segundo Chieppe, as autoridades já estavam preparadas para o surgimento da doença, transmitida por meio do contato com água contaminada por urina de roedores, principalmente rato. Como o tempo de incubação da bactéria pode chegar a duas semanas, o superintendente acredita que outros casos possam aparecer nos próximos dias.
Ele informou que a secretaria está orientando todos os profissionais que atuam nos municípios da região para ficarem atentos ao surgimento dos primeiros sintomas, entre eles febre e dor no corpo.
– O diagnóstico precoce é importante para tratar melhor a doença e evitar os desconfortos. Por isso, estamos sensibilizando toda a rede para iniciar o tratamento logo que os sintomas sejam verificados.
Chieppe destacou que os profissionais de saúde que estão na serra fluminense também orientam a população sobre medidas preventivas, como o uso de galochas e luvas de borracha ou sacos plásticos para evitar o contato direto com a água das inundações.
Ele garantiu que há nos municípios atingidos quantidade suficiente de antibióticos para o tratamento de pacientes com leptospirose, que costuma ser simples, sem a necessidade de isolamento.
O infectologista da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Edmilson Migowski disse que esperava que mais casos da doença já tivessem aparecido. Segundo ele, o fato de a água ter descido das encostas, onde não é comum encontrar os roedores hospedeiros da bactéria responsável pela doença, pode ter contribuído para a menor contaminação.
– Ainda podem surgir mais casos levando-se em consideração o tempo de incubação, mas a geografia da região, diferente, por exemplo, de grandes áreas urbanas mais planas com rede de esgoto que propicia a proliferação de ratos, pode ter ajudado a reduzir a contaminação –, afirmou.
Na semana passada, Migowski organizou uma caravana com profissionais de saúde voluntários ligados à instituição e seguiu para Nova Friburgo para prestar atendimento à população que está nos abrigos. Segundo ele, foram tratados muitos pacientes com dores abdominais e diarreias, problemas também associados ao contato com água contaminada.
Confirmados três casos de leptospirose na região serrana
A Secretaria de Saúde e Defesa Civil do Rio de Janeiro confirmou neste domingo a ocorrência de três casos de leptospirose em municípios da serra fluminense, atingidos por fortes chuvas há 12 dias. Apenas um dos casos, registrado em Teresópolis, está ligado às recentes inundações. Os outros dois foram verificados em Nova Friburgo, mas a coleta do material para análise foi feita antes da tragédia.
Domingo, 23 de Janeiro de 2011 às 09:05, por: CdB
A Secretaria de Saúde e Defesa Civil do Rio de Janeiro confirmou neste domingo a ocorrência de três casos de leptospirose em municípios da serra fluminense, atingidos por fortes chuvas há 12 dias. De acordo com o superintendente de Vigilância Epidemiológica e Ambiental da secretaria, Alexandre Chieppe, apenas um dos casos, registrado em Teresópolis, está ligado às recentes inundações. Os outros dois foram verificados em Nova Friburgo, mas a coleta do material para análise foi feita antes da tragédia.
Segundo Chieppe, as autoridades já estavam preparadas para o surgimento da doença, transmitida por meio do contato com água contaminada por urina de roedores, principalmente rato. Como o tempo de incubação da bactéria pode chegar a duas semanas, o superintendente acredita que outros casos possam aparecer nos próximos dias.
Ele informou que a secretaria está orientando todos os profissionais que atuam nos municípios da região para ficarem atentos ao surgimento dos primeiros sintomas, entre eles febre e dor no corpo.
– O diagnóstico precoce é importante para tratar melhor a doença e evitar os desconfortos. Por isso, estamos sensibilizando toda a rede para iniciar o tratamento logo que os sintomas sejam verificados.
Chieppe destacou que os profissionais de saúde que estão na serra fluminense também orientam a população sobre medidas preventivas, como o uso de galochas e luvas de borracha ou sacos plásticos para evitar o contato direto com a água das inundações.
Ele garantiu que há nos municípios atingidos quantidade suficiente de antibióticos para o tratamento de pacientes com leptospirose, que costuma ser simples, sem a necessidade de isolamento.
O infectologista da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Edmilson Migowski disse que esperava que mais casos da doença já tivessem aparecido. Segundo ele, o fato de a água ter descido das encostas, onde não é comum encontrar os roedores hospedeiros da bactéria responsável pela doença, pode ter contribuído para a menor contaminação.
– Ainda podem surgir mais casos levando-se em consideração o tempo de incubação, mas a geografia da região, diferente, por exemplo, de grandes áreas urbanas mais planas com rede de esgoto que propicia a proliferação de ratos, pode ter ajudado a reduzir a contaminação –, afirmou.
Na semana passada, Migowski organizou uma caravana com profissionais de saúde voluntários ligados à instituição e seguiu para Nova Friburgo para prestar atendimento à população que está nos abrigos. Segundo ele, foram tratados muitos pacientes com dores abdominais e diarreias, problemas também associados ao contato com água contaminada.