Rio de Janeiro, 10 de Fevereiro de 2026

Secretaria de Mulheres diz que Norte e Nordeste são prioritários

Em 2007, o combate à violência contra a mulher é prioridade em seis estados do Norte e Nordeste do país: Bahia, Ceará, Pernambuco, Pará, Amazonas e Tocantins. A informação é da ministra da Secretaria Especial de Política para as Mulheres, Nilcéia Freire. Segundo ela, a meta para este ano é diminuir as desigualdades regionais no que diz respeito à oferta de serviços especializados. (Leia Mais)

Sábado, 11 de Agosto de 2007 às 16:12, por: CdB

Em 2007, o combate à violência contra a mulher é prioridade em seis estados do Norte e Nordeste do país: Bahia, Ceará, Pernambuco, Pará, Amazonas e Tocantins.

A informação é da ministra da Secretaria Especial de Política para as Mulheres, Nilcéia Freire. Segundo ela, a meta para este ano é diminuir as desigualdades regionais no que diz respeito à oferta de serviços especializados.

A idéia é ampliar o atendimento à mulher em situação de violência e disponibilizar psicólogas, assistentes sociais e advogadas em uma rede que contará também com delegacias especializadas, defensorias públicas e casas abrigo, por exemplo.

Segundo uma pesquisa realizada pelo Centro Feminista de Estudos e Assessoria - divulgada na última terça-feira, aniversário de um ano da Lei Maria da Penha - o governo destinou aos municípios da região Norte 10% do orçamento previsto para a área e ao Nordeste, 15,9%. A região Centro-Oeste foi a que mais recebeu dinheiro federal: 30,9% dos recursos.

"Nós entendemos que é menor a aplicação dos recursos no Norte e Nordeste”, afirmou Nilcéa.

Por isso, acrescentou, a secretaria está se articulando com os governos municipais e estaduais, “dividindo compromissos em uma lógica tripartite”, para estimular a criação e a ampliação dos serviços de atendimento à mulher.

Até 2006, a secretaria trabalhava de acordo com a demanda de projetos apresentados.

"Evidentemente que nos estados onde há pressão dos movimentos sociais e organismos de políticas para as mulheres chegam mais projetos. Nesses casos, as pessoas conhecem os caminhos e se organizam”, explicou a ministra, acrescentando que esse sistema acaba “perpetuando as desigualdades regionais”.

Além do Norte e Nordeste, também vão receber atenção especial São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Distrito Federal e Rio Grande do Sul.

De acordo com a secretaria, são áreas onde são insuficientes os serviços de atendimento à mulher em relação ao tamanho da população feminina e aos índices de violência geral.

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