O reconhecido mundialmente fotógrafo brasileiro Sebastião Salgado busca na região do Alto Xingu material para seu mais novo trabalho, batizado Gênesis. Na semana passada, ele participou da cerimônia indígena do Kuarup, na aldeia Ipatse, dos índios Kuikuro.
- Estou procurando referências do início da humanidade, culturas que representem o início do gênero humano como um todo. Com muito prazer, é o que acabei de encontrar aqui no Alto Xingu - disse Salgado.
O fotógrafo defende a criação de um movimento nacional em defesa do parque. Salgado considera o Xingu uma referência cultural para o Brasil e para a humanidade.
- Eu espero que haja uma ação nacional contra essa corrida ao lucro, essa ganância do mundo da soja. É preciso tomar cuidado para não destruir essa referencia nacional - recomendou Salgado.
<b>Gênesis</b>
O projeto Gênesis, que foi lançado em 2003, tem duração prevista de oito anos e conta com apoio da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). No Alto Xingu desde a segunda quinzena de julho, Salgado documenta não só o Kuarup, mas vários outros rituais dos habitantes locais.
Antes de passar pelo Xingu, o fotógrafo esteve nas ilhas Galápagos, no Oceano Pacífico, e também na Antártida. Depois do Xingu, Salgado irá para a Namíbia, na África, onde fotografará povos do deserto. Etiópia e o Sudão também estão no roteiro.