Rio de Janeiro, 25 de Setembro de 2026

<i>Se Beber, Não Case</i> faz piada com clichês masculinos

Quinta, 20 de Agosto de 2009 às 08:48, por: CdB

Homens com mais de trinta anos comportando-se como adolescentes imaturos são comuns nas comédias de Hollywood. Mas raramente eles são realmente engraçados, como é o caso de Se Beber, Não Case, que estreia em todo o Brasil.

O diretor Todd Philips acompanha as consequências de uma despedida de solteiro em que deu tudo errado, sem mostrar a festa em si.

Na manhã seguinte à noitada, os protagonistas acordam na maior suíte de um dos hotéis mais caros de Las Vegas, o Caesar Palace, e vêem o que parece um verdadeiro campo de batalha. Além da destruição do quarto, o saldo é um colchão queimado, um dente quebrado, um bebê (de quem será?), um tigre e um noivo desaparecido.

Na primeira cena, Phil (Bradley Cooper) liga para a futura noiva e conta que perderam seu futuro marido, vivido por Justin Bartha.

O grupo engloba, além destes dois, o dentista Stu (Ed Helms), e o irmão da noiva, o esquisitão meio pervertido Alan (Zach Galifianakis), que acompanhou os três amigos mesmo sendo persona non grata.

Se Beber, Não Case é, basicamente, a saga dos três personagens para recuperar o noivo perdido - o casamento é no domingo - e descobrir o que aconteceu na noite em questão. Eles não se lembram de nada, pois Alan colocou no drinque deles a mesma droga usada no golpe "Boa Noite, Cinderela".

As pistas para a reconstituição são os destroços da noite anterior, como um carro de polícia roubado, um bebê perdido e o tigre preso no banheiro que, descobre-se depois, é de propriedade do boxeador Mike Tyson, que faz uma pequena participação no filme.

A resolução do mistério inclui uma stripper, Jade (Heather Graham), uma capela de casamentos a jato e um traficante.

Roteirizada por Jon Lucas e Scott Moore, a comédia apoia-se em clichês para construir seu humor, muitas vezes rasteiro.

Os quatro sujeitos que vão para Las Vegas são a obviedade ambulante, assim como as situações que enfrentam. Exatamente por brincar num terreno com o qual o público está familiarizado, o filme consegue ser engraçado. Não há invencionices, não há novidades, apenas um punhado de piadas velhas habilmente recicladas.

Embora as personagens femininas praticamente inexistam, não dá para chamar o filme de machista. Elas são, afinal, o sonho de muitos homens: a noiva doce, delicada e compreensiva, a prostituta de bom coração, apenas uma é a mulher tirana, mas ela também pode ser a fantasia de alguns.

Já os rapazes não passam de quatro meninos grandes, tão inconsequentes que são incapazes de ver a destruição que causaram. É impossível se ofender com estes personagens.

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