Rio de Janeiro, 09 de Setembro de 2026

Schwarzenegger tenta suspender casamentos gays na Califórnia

Sábado, 21 de Fevereiro de 2004 às 06:56, por: CdB

Horas depois de um segundo juiz da Corte Superior ter se negado a proibir os casamentos entre pessoas do mesmo sexo em São Francisco, o governador da Califórnia, Arnold Schwarzenegger, pediu ao procurador-geral do Estado na sexta-feira que tome ``medidas imediatas'' para suspender as uniões homossexuais, informou o jornal Los Angeles Times.

De acordo com notícias publicadas no site do jornal, Schwarzenegger mandou uma carta ao procurador-geral Bill Lockyer dizendo que, porque as ações da cidade ``são diretamente contrárias à lei estadual e representam um risco iminente à ordem civil, eu o oriento a tomar medidas imediatas para obter uma resolução judicial definitiva para essa controvérsia''.

A Reuters não obteve uma cópia da carta na noite de sexta-feira.

Em discurso feito na convenção estadual do Partido Republicano na Califórnia, Schwarzenegger disse que ele pediu ao procurador-geral que agisse o mais rápido possível em relação à questão dos casamentos homossexuais.

``É hora de a cidade de São Francisco começar a respeitar a lei estadual'', ele acrescentou.

Em 2000, os eleitores da Califórnia aprovaram um referendo, conhecido como Proposição 22, determinando que casamentos só poderiam ocorrer entre homens e mulheres.

Mas milhares de casais homossexuais se casaram na prefeitura depois que o prefeito de São Francisco, Gavin Newsom, suspendeu a proibição aos casamentos homossexuais na última semana.

Um grupo conhecido como Campanha para as Famílias da Califórnia entrou com uma ação na Justiça tentando suspender os casamentos gays, sob o argumento de que as uniões representam um desperdício de recursos públicos e contrariam a Proposição 22.

O juiz Ronald Quidachay recusou a ação do grupo na sexta-feira, dizendo que a Campanha para as Famílias da Califórnia não mostrou evidências suficientes de que os casamentos gays poderiam provocar danos irreparáveis.

O juiz também afirmou que os procuradores de São Francisco teriam que explicar, no dia 29 de março, porque a cidade deveria continuar concedendo as licenças de casamento para pessoas do mesmo sexo.

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