Depois de ficar matematicamente sem chance de ser campeão no fim-de-semana passado, Michael Schumacher, da Ferrari, chega a Spa, o seu circuito favorito, rezando para que chova.
O espanhol Fernando Alonso, da Renault, pode se tornar no domingo, no GP da Bélgica, o campeão mais jovem da história da Fórmula-1. Ao hepta Schumacher resta apenas reavaliar suas metas para as últimas quatro provas do ano.
Manter a Ferrari, campeã nas últimas seis temporadas, entre as três principais equipes é um dos desafios do alemão. O outro é tentar concluir o ano com mais do que apenas uma vitória. A Ferrari está a apenas oito pontos da Toyota, quarta colocada.
Mas a vitória ferrarista parece uma possibilidade muito remota em Spa. Nem Schumacher nem seu companheiro, o brasileiro Rubens Barrichello, pontuaram no domingo passado no GP da Itália.
Só o caprichoso clima local pode dar alguma esperança a Schumacher, que é o rei da chuva.
- Estou rezando por isso - disse o alemão, que conquistou em Spa sua primeira vitória na categoria, em 1992, e o seu sétimo título mundial, em 2004.
Nenhum piloto ganhou tanto na Bélgica quanto Schumacher. Foram seis vitórias pela Benetton e pela Ferrari desde sua estréia, em 1991, pela Jordan.
A Fórmula-1 ainda não correu sob chuva neste ano, mas o histórico circuito de Spa, com sua pista longa e ondulada em meio à floresta de Ardennes, é um local propício para isso.
Nesta sexta-feira, uma chuva forte atingiu a pista, mas o sol voltou antes que começasse o primeiro treino para o último GP europeu deste ano.
Nem Barrichello nem o chefe da equipe, Jean Todt, esperam grandes mudanças na Ferrari em relação a Monza.
- Não há curas milagrosas na F-1 e, portanto, poucos dias depois do GP italiano, não podemos esperar uma guinada na nossa fortuna aqui - escreveu o francês em uma análise prévia da corrida.
Mas o presidente da Ferrari, Luca di Montezemolo, quer reverter a situação antes do final da temporada, em outubro. Para isso, deposita grandes esperanças nas provas do Brasil, do Japão e da China.
- Esperamos que, como não existe varinha de condão, todo o trabalho que estamos fazendo com nossos parceiros da fábrica de pneus Bridgestone nos permita dar um passo significativo adiante nas últimas três corridas. Será importante conseguir isso para lançar as fundações para uma mudança de fortuna em 2006 - disse.