Rio de Janeiro, 14 de Agosto de 2026

Schroeder se reunirá com Berlusconi após tensão entre seus países

Quarta, 13 de Agosto de 2003 às 10:44, por: CdB

O primeiro-ministro da Alemanha, Gerhard Schroeder, disse nesta quarta-feira que, no café da manhã do próximo dia 23 com o primeiro-ministro-italiano Silvio Berlusconi em Verona, falará, sobretudo, do "interesse comum de que, durante a presidência italiana à frente da União Européia (UE), seja aprovada a Constituição européia".

Em sua primeira entrevista coletiva após o retorno de suas férias, Schroeder considerou como liquidadas as recentes divergências com Roma, causadas pelas declarações depreciativas de um subsecretário de Estado contra os turistas alemães, que levaram ao cancelamento de sua viagem a Pesaro.

— Foi uma decisão difícil que tive que tomar — declarou Schroeder, que tentou minimizar a relevância do assunto afirmando.

— Não acho que a integração européia se tonra mais difícil em função da minha desistência de passar férias em Pesaro e, claro, também não fica mais fácil.

O primeiro-ministro alemão disse que o encontro com Berlusconi foi marcado em função da coincidência de ambos estarem em Verona, para onde Schroeder viajará no dia 22 para comparecer, junto com o presidente da Comissão Européia, Romano Prodi, a uma apresentação da ópera Carmen.

Segundo o chefe do governo alemão, Berlusconi também estaria em Verona e pediu ao prefeito da cidade que perguntasse a Schroeder se estaria interessado em marcar uma reunião, convite ao qual respondeu com um "certamente que sim".

Schroeder ressaltou seu interesse em manifestar a Berlusconi seu desejo de que "a presidência italiana seja um êxito para a Europa".

O clime de tensão entre os dois países começou com a intervenção de Berlusconi no Parlamento Europeu, no início do semestre da presidência rotativa italiana à frente da UE, quando disse que o eurodeputado social-democrata alemão Martin Schulz deveria interpretar um nazista em um filme.

A comparação, que o primeiro-ministro italiano depois qualificou como um comentário irônico, desatou assombro na Alemanha.

Apesar da tentativa de ambos os chefes de Governo de encerrarem o assunto, a questão voltou à tona com as declarações do subsecretário de Turismo, Stefano Stefani, que qualificou os turistas alemães de "loiros ultranacionalistas que invadem a gritos nossas praias", o que levou Schroeder a suspender sua viagem a Itália e o político italiano a apresentar sua demissão.

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