O chanceler federal alemão, Gerhard Schröder, refutou as acusações da União Democrata Cristã (CDU) de haver omitido propositalmente os dados econômicos negativos antes das eleições parlamentares de setembro de 2002. Em depoimento perante a CPI da "mentira eleitoral", como ficou conhecida, Schröder disse que a última estimativa oficial da arrecadação antes das eleições (de maio de 2002) não eram motivo para que o governo corrigisse sua previsão de crescimento econômico. Seria errado pretender continuar a campanha eleitoral do ano passado agora na Comissão Parlamentar de Inquérito. Para o representante da CDU na comissão, Peter Altmaier, o chefe de governo "perdeu uma grande oportunidade de mostrar-se honesto e aberto". O Partido Liberal, também de oposição, considerou "petulante e escorregadia" a forma como Schröder se apresentou perante a CPI. Logo no início do segundo governo Schröder, cujo Partido Social Democrático venceu por pequena margem de votos, estourou a "bomba": a arrecadação seria menor do que previsto, o déficit orçamentário maior e, com isso, a Alemanha acabou violando os critérios do Pacto de Estabilidade.
Schröder rechaça acusações de mentir aos eleitores
Sexta, 04 de Julho de 2003 às 07:48, por: CdB