Rio de Janeiro, 23 de Outubro de 2026

Scheidt busca 'energia positiva' em Pequim

O velejador brasileiro Robert Scheidt desembarcou em Pequim para carregar a bandeira do Brasil nesta sexta-feira, na cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de 2008. Medalha de ouro em Atenas-2004 e Atlanta-1996 e prata em Sydney-2000 pela classe Laser, Scheidt se diz honrado por desfilar à frente da delegação brasileira.(Leia Mais)

Sexta, 08 de Agosto de 2008 às 06:32, por: CdB

O velejador brasileiro Robert Scheidt desembarcou em Pequim para carregar a bandeira do Brasil nesta sexta-feira, na cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de 2008. Medalha de ouro em Atenas-2004 e Atlanta-1996 e prata em Sydney-2000 pela classe Laser, Scheidt se diz honrado por desfilar à frente da delegação brasileira.

– Acho que é um dia que eu vou lembrar para o resto da minha vida – afirmou o velejador.

Veterano em Olimpíadas, Robert Scheidt lembra que também participou da festa de abertura nas outras três vezes em que esteve nos Jogos Olímpicos.

– São momentos em que você acumula muita energia positiva, você sente a grandiosidade dos Jogos Olímpicos. Acho que faz parte, para o atleta que está na Olimpíada, participar da cerimônia, caso dê tempo e não atrapalhe a competição – disse.

Dose extra

Depois de duas semanas e meia de treino na cidade portuária de Qingdao, onde serão realizadas as competições de vela da Olimpíada, Scheidt afirma que a viagem para Pequim pode ser útil na disputa por medalhas.

– Sair de Qingdao e vir pra cá, mudar os ares um pouco, participar da cerimônia, pode trazer um pouco da dose extra de energia que a gente precisa para chegar (na competição) com a motivação bem alta mesmo – disse.
 
Em Pequim, Robert Scheidt vai viver pela primeira vez a experiência de disputar uma Olimpíada em uma categoria diferente.

Depois do sucesso na Laser, o velejador competirá desta vez pela classe Star, formando uma dupla com o parceiro Bruno Prada, que participa de seus primeiros Jogos Olímpicos.

– É um desafio novo essa mudança de classe, mas ela aconteceu no momento certo – diz Scheidt.

– Eu já tinha me dedicado por 16 anos à classe Laser, acho que conquistei o que eu tinha que conquistar. Chegou o momento de mudar. A transição não foi feita de forma brusca, foi de forma gradual – acrescenta.

– A gente já vinha velejando junto desde 2001 na classe Star. Os resultados vieram de forma rápida, e isso nos motivou também – disse.
 
Favoritismo

Junto com Bruno Prada, Robert Scheidt foi campeão mundial da classe Star no ano passado. A dupla chega a Pequim como uma das grandes favoritas, depois de eliminar na seletiva os bicampeões olímpicos Torben Grael e Marcelo Ferreira.

Se repetir a façanha de conquistar uma nova medalha de ouro, Scheidt será tricampeão olímpico - um feito inédito no esporte brasileiro.

– Eu não fico pensando muito nisso, não – reage o velejador.

– O foco não é pensar na medalha de ouro, é pensar na performance – completou.

– Se a gente não sair daqui com uma medalha olímpica, a gente obviamente não vai sair muito feliz, mas a vida continua. Vamos ter novos objetivos pela frente, vamos ter provavelmente uma nova Olimpíada, ou duas, pela classe Star ainda – disse.

O brasileiro diz ainda que a disputa em Pequim será equilibrada, com outras oito duplas com chances de medalha, e as condições da raia olímpica podem complicar ainda mais a vida dos favoritos.

– É uma raia com vento muito fraco, muita correnteza – afirma Scheidt.

Apesar das dificuldades, o bicampeão olímpico afirma que o problema causado pela invasão de algas na costa da região de Qingdao, no início do mês passado, parece superado.

– A mais ou menos quatro milhas da costa, tem um cordão de retenção dessas algas e vários barcos retirando essas algas da água – diz Scheidt.

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