A Arábia Saudita, uma potência regional no Oriente Médio, pediu nesta terça-feira aos palestinos que superem suas diferenças, evitando o recrudescimento da violência.
- Continuamos muito preocupados com a escalada perigosa que testemunhamos nos palcos palestinos. Convocamos todos os irmãos palestinos a se unirem para colocarem fim à ocupação israelense, colocarem fim ao sofrimento do povo palestino e atingirem a meta comum de fundar um Estado independente, evitando mergulhar nos conflitos internos - afirmou o ministro das Relações Exteriores, Saud al-Faisal, em uma entrevista coletiva na capital saudita.
A crise palestina, a pior da última década, aprofundou-se depois de o presidente Mahmoud Abbas ter convocado, no sábado, eleições antecipadas com o intuito de romper um impasse. O Hamas acusou Abbas de arquitetar um "golpe" contra o governo palestino eleito e comandado pelo grupo. Tiroteios diários entre as forças do Hamas e da Fatah (grupo ligado ao presidente) fizeram renascer os temores de que a Faixa de Gaza mergulhe em uma guerra civil.
Repetindo declarações dadas recentemente pelo rei Abdullah, da Jordânia, sobre a possibilidade de que guerras civis tomem conta, simultaneamente, do Iraque, do Líbano e dos territórios palestinos, Faisal pediu aos líderes desses países e territórios que superem suas diferenças e abracem as sugestões feitas pela Liga Árabe. O chefe da Liga Árabe, Amr Moussa, deve se reunir com líderes do Líbano ainda na terça-feira para tentar negociar o fim de um impasse no qual o Hezbollah e seus aliados realizam uma manifestação ininterrupta exigindo ter poder de veto dentro do governo libanês.