Rio de Janeiro, 03 de Novembro de 2026

Sauditas em alerta máximo durante horas finais do <i>haj</i>

A polícia saudita entrou em alerta máximo, nesta sexta-feira, quando milhões de muçulmanos se apressam em concluir um dos últimos rituais da peregrinação anual do haj, o momento mais perigoso da jornada a Meca. (Leia Mais)

Sexta, 21 de Dezembro de 2007 às 10:43, por: CdB

A polícia saudita entrou em alerta máximo, nesta sexta-feira, quando milhões de muçulmanos se apressam em concluir um dos últimos rituais da peregrinação anual do haj, o momento mais perigoso da jornada a Meca. A maioria dos mais de 2 milhões de peregrinos deseja realizar o terceiro apedrejamento das paredes que representam o demônio e ir embora de Mina (a leste de Meca) antes do anoitecer. Se não conseguirem, terão de passar uma terceira noite na região.

A polícia estava mais nervosa do que o normal na Jamarat, os três "pilares" de pedra a serem apedrejados - agora substituídos, na verdade, por longas paredes elípticas de concreto, a fim de darem conta do fluxo de fiéis. Em janeiro de 2006, pelo menos 362 pessoas foram mortas num tumulto na Jamarat, pior incidente no haj nos últimos 16 anos.

Desde então, as autoridades sauditas completaram mais da metade de um projeto de infra-estrutura que virá a custar mais de US$ 1 bilhão. Os peregrinos agora podem apedrejar o demônio em uma construção de três níveis, sendo que um quarto andar está em construção.

Na sexta-feira, a polícia adotou um rígido esquema de mão-única, para que os peregrinos que já completaram o ritual não se misturem com os que estão indo. As autoridades também insistiram para que as pessoas deixem suas bolsas e sacolas fora do recinto.

Os peregrinos são aconselhados a saírem logo em seguida ao apedrejamento, e de fato na manhã de sexta-feira o tráfego humano estava bastante fluido e as chances de um acidente pareciam pequenas. Especialistas no haj dizem que o fluxo deve atingir o auge no começo da tarde, horário em que o profeta Maomé teria apedrejado o demônio neste local.

O haj é um ritual que dura cinco dias e deve ser feito pelo menos uma vez na vida por todo muçulmano que tenha condições físicas e financeiras para tanto. Muitos participantes se diziam aliviados com o novo esquema de segurança, que lhes permite cumprir a obrigação religiosa com relativa tranquilidade.

- Eu me sinto muito reconfortado, como uma nova pessoa, e espero que Deus aceite minha peregrinação - disse a jornalistas internacionais Mahdy Abdel Halim, um engenheiro egípcio radicado nos EUA, que fazia o haj com três parentes.

Após o terceiro apedrejamento, falta ao peregrino apenas se despedir da Kaaba, o monólito negro para o qual muçulmanos de todo o mundo voltam suas preces. Neste ano, mais de 1,6 milhão de peregrinos vieram do exterior. Contando com os peregrinos sauditas, o total pode se aproximar de 3 milhões.

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