O Ministério da Saúde ampliou a recomendação de vacinação contra a febre amarela. Além de Goiás e Distrito Federal, onde macacos morreram infectados pela doença, a Vigilância Sanitária pediu que sejam vacinados também moradores e visitantes dos estados das regiões Norte e Centro-Oeste, Maranhão e Minas Gerais. Também deve se prevenir quem mora ou vai viajar para o oeste de São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Piauí, além do sul de Bahia e Espírito Santo.
Para o ministério, essas áreas são consideradas de risco e as pessoas que as visitem devem tomar a vacina no mínimo dez dias antes da viagem., menos crianças com menos de seis meses, pessoas com o sistema imunológico comprometido, que estejam passando por radioterapia ou que sejam alérgicas a ovo. Os casos de grafides devem ser analisados.
O secretário de Vigilância em Saúde, Gerson Penna, garantiu que há estoques suficientes para todas as pessoas que precisarem da vacina. Segundo ele, o Brasil vacina mensalmente 1,4 milhão de pessoas contra a febre amarela, sendo que a produção mensal é de 2,4 milhões de vacinas.
O ministério afirma ter um estoque estratégico para a crise, distribuído em Minas (400 mil), Amazonas (300 mil) e Paraná (300 mil). Desse total, 300 mil já foram remanejados para o Centro-Oeste, área onde a doença começou a se manifestar.
Desde 1942 não há caso de febre amarela urbana no Brasil. De acordo com dados dos últimos 12 anos apresentados pelo Ministério da Saúde, foram notificados no período 349 casos, que levaram à morte de 161 pessoas.
No domingo, o governo, através do Ministério da Saúde, começou a intensificar a vacinação depois da confirmação da morte do trabalhador rural João Batista Gonçalves, de 31 anos, em Goiás.