Rio de Janeiro, 27 de Setembro de 2026

Sarney não será 'blindado' na CPI da Petrobras, diz o líder governista

A possibilidade de senadores ligados ao presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), tentarem usar a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras para blindá-lo no cargo não é, aparentemente, motivo de preocupação para o governo. (Leia Mais)

Domingo, 12 de Julho de 2009 às 12:05, por: CdB

A possibilidade de senadores ligados ao presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), tentarem usar a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras para blindá-lo no cargo não é, aparentemente, motivo de preocupação para o governo. O ministro de Relações Institucionais, José Múcio Monteiro, não acredita nessa “blindagem” e afirma que o governo está pronto para esclarecer qualquer denúncia de irregularidade que envolva a empresa.

– Ninguém está tentando blindar – disse Agripino.

Segundo ele, o governo não se intimidará com denúncias contra a Petrobras. José Múcio criticou, no entanto, qualquer tentativa de manipulação política da  CPI.

– Nós temos, sim, que separar as denúncias que procedem das que não têm procedência. Uma CPI sempre é válida, quando o objetivo é apurar denúncias e esclarecer a sociedade, mas não para uso político – afirmou.

A imprensa tem publicado notícias sobre supostas irregularidades no repasse de recursos da Petrobras à Fundação José Sarney, que tem sede em São Luís, no Maranhão. Quanto a informações publicadas pela revista Veja sobre uma conta bancária secreta que ele teria no exterior, o presidente do Senado autorizou o Ministério Público a investigar a denúncia, conforme nota à imprensa divulgada na véspera.

O líder do DEM no Senado, José Agripino Maia (RN), também não vê qualquer possibilidade de sucesso numa possível manobra que relacione a CPI da Petrobras à investigação de denúncias contra Sarney.

– As denúncias contra quem tiver culpa no cartório vão continuar a acontecer. Não será a CPI quem vai arrefecer denúncias com embasamento legal – disse Agripino.

Sobre a decisão de Sarney de autorizar a Procuradoria-Geral da República a requisitar em instituições financeiras internacionais as informações sobre as supostas contas secretas, Agripino lembrou que cabe ao Banco Central prestar esse tipo de esclarecimento. O líder do DEM cobrou que, nesta segunda-feira mesmo, o Senado se pronuncie sobre tais denúncias.

Já o vice-líder do PSDB na Casa, Álvaro Dias (PR), ressalta que “o inferno astral (de José Sarney) está longe de terminar”. De acordo com Álvaro Dias, o vazamento de informações sigilosas, pelo Banco Central, dá continuidade a uma série de denúncias envolvendo o presidente do Senado.

Tags:
Edições digital e impressa