O ex-presidente da República, do Congresso e hoje senador pelo Amapá José Sarney recebeu, na manhã desta quinta-feira, a notícia de que setores do PSDB e do DEM irão apoiar sua candidatura à presidência da Casa. Em uma articulação inédita, Fernando Henrique Cardoso, ex-colega de Sarney, ligou para o presidente dos tucanos, senador Sérgio Guerra (PE) e pediu o apoio imediato da legenda ao político maranhense, eleito no Estado vizinho. Pouco antes do meio-dia, em conversa com jornalistas, Guerra foi enfático:
– Vamos todos votar num candidato só – garantiu.
O governador de Minas, Aécio Neves, também apóia a eleição de Sarney.
Ex-senador e ex-presidente do DEM, Jorge Bornhausen (SC) visitou na véspera o senador Demóstenes Torres (GO), que se recupera de uma cirurgia em São Paulo, para saber se ele votaria mesmo em Tião Viana (AC), segundo voz corrente no Senado. Saiu do hospital com a certeza de que Sarney teria mais um voto:
– O Demóstenes está fechado com o DEM e já manifestou apoio a Sarney – garantiu o representante da direita.
Apoio certo
Líder do PT no Senado, Ideli Salvatti (SC) voltou a garantir que a candidatura do colega Tião Viana (PT-AC) à Presidência da Casa "é irreversível, mesmo com a entrada do senador José Sarney na disputa". Ela considerou tardia a candidatura de Sarney, mesmo porque, acrescentou a senadora, o ex-presidente negou várias vezes que seria candidato.
– A candidatura do Tião é de renovação e fortalecimento do Senado. Vamos para o embate, para o voto, com civilidade – disse.
De acordo com a senadora, a candidatura de Tião Viana tem como preceitos a "recuperação da imagem do Senado e o fortalecimento da instituição". Ideli também afirmou que o PT pretende honrar o acordo de apoio a Michel Temer na eleição para a Presidência da Câmara dos Deputados.
A certeza de que a candidatura de Viana está assegurada foi conseguida nesta quinta-feira, quando o Diário da União publicou o protocolo dos líderes de seis partidos, na Secretaria-Geral da Mesa do Senado, do pedido de registro da candidatura do senador petista à Presidência do Casa.
Assinaram o documento os senadores Osmar Dias (PDT-PR), Ideli Salvatti (PT-SC), Renato Casagrande (PSB-ES), João Ribeiro (PR-TO), Marcelo Crivella (PRB-RJ) e José Nery (PSOL-PA).