O presidente do Senado, José Sarney, informou nesta quinta-feira que, após submeter a questão à Comissão Diretora da Casa, reunida nesta manhã, cumprirá a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que confirmou, na véspera, a cassação do mandato do senador Expedito Júnior (PSDB-RO). Sarney disse que, embora dolorosa, decisão da justiça é para ser cumprida.
– Embora a gente possa lamentar, embora seja uma decisão dolorosa, é para ser cumprida – afirmou o senador.
Sarney invocou o fato de o STF ser guardião da Constituição federal como principal argumento para o cumprimento de sua decisão. Expedito Junior foi cassado em 2008, pelo Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia, por abuso de poder econômico e compra de votos na campanha de 2006.
Sarney também submeteu aos integrantes da Mesa o projeto da Fundação Getúlio Vargas de reforma administrativa do Senado. Ele informou que fixará um prazo de 15 dias para que todos os senadores opinem sobre a iniciativa, antes de levá-la para votação em Plenário.
Demissão
Logo após a reunião da Mesa Diretora do Senado, o primeiro secretário da Casa, Heráclito Fortes, anunciou a demissão do ex-diretor de Recursos Humanos João Carlos Zoghbi. Heráclito disse que o presidente do Senado,José Sarney, tem "plenos poderes" para tomar essa decisão sozinho, mas que a Mesa decidiu também votar e deliberar pela demissão. O primeiro secretário disse não conhecer precedentes de demissão de servidor do Senado.
Zoghbi foi acusado de abrir empresas fantasmas, em nome de seus filhos e de sua babá, para intermediar empréstimos consignados de instituições bancárias com servidores do Senado. Além de responder a três inquéritos administrativos no Senado – relacionados ao caso dos empréstimos, aos atos secretos e ao uso indevido de um apartamento funcional por seu filho -, Zoghbi é também investigado pela Polícia Federal.