Adversários do senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) e políticos vítimas do grampo telefônico na Bahia pressionarão o Senado a aprovar recurso no plenário pela abertura de processo de cassação de mandato de ACM por quebra de decoro parlamentar. Geddel Vieira Lima foi vítima do grampo na Bahia e disse que a decisão da Mesa é um "escárnio" fazendo duras críticas ao presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), que votou pela rejeição do relatório do Conselho de Ética. - A decisão da Mesa do Senado foi tomada na calada da noite, algo que é próprio da biografia dele (Sarney) -, declarou. - Eu não acho que Sarney agiu como presidente do Senado. Ele agiu como comparsa de ACM, seu ex-ministro das Comunicações -, acrescentou. Ele e mais 231 pessoas, entre eles o líder do PT na Câmara, Nelson Pellegrino (BA), tiveram seus telefones grampeados no esquema ilegal montado pela Secretaria de Segurança Pública da Bahia. Foram cinco senadores na Mesa do Senado que apoiaram ACM. Alberto Silva, Siqueira Campos, Sarney, Romeu Tuma (PFL-SP) e Heráclito Fortes (PFL-PI) assumiram a mesma posição. Os senadores gaúchos Paulo Paim (PT) e Sérgio Zambiasi (PTB) votaram a favor da formalização do processo de cassação. Na reunião da última terça-feira, a Mesa decidiu apenas penalizar ACM com advertência por escrito e remeter pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF) para que apure a acusação de que o parlamentar baiano teria participado da operação ilegal.
"Sarney agiu como comparsa de ACM", diz Geddel
Quinta, 01 de Maio de 2003 às 23:39, por: CdB