Rio de Janeiro, 22 de Setembro de 2026

Sarkozy vai assinar acordo que permitirá ao Brasil construir submarino nuclear

O presidente da França, Nicolas Sarkozy, vai assinar, nesta segunda-feira, com o governo brasileiro um acordo militar que permitirá ao Brasil iniciar o desenvolvimento do primeiro submarino nuclear produzido no país. Além de um submarino nuclear, o acordo prevê ainda a construção de outros quatro convencionais. (Leia Mais)

Sábado, 05 de Setembro de 2009 às 09:22, por: CdB

O presidente da França, Nicolas Sarkozy, vai assinar, nesta segunda-feira, com o governo brasileiro um acordo militar que permitirá ao Brasil iniciar o desenvolvimento do primeiro submarino nuclear produzido no país. Além de um submarino nuclear, o acordo prevê ainda a construção de outros quatro convencionais.

Antes de se reunir com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em Brasília, Sarkozy assistirá ao desfile de 7 de Setembro como convidado de honra, em função das comemorações do ano da França no Brasil.

O valor total da construção dos submarinos será de 6,690 bilhões de euros (cerca de R$ 17 bilhões), com prazo 20 anos para pagamento. A estimativa é de que todos os submarinos estejam prontos em 2021.

A opção por firmar parceria com a França se deve ao fato de o país ter concordado em transferir tecnologia para o Brasil na construção dos submarinos, segundo explicou o ministro da Defesa, Nelson Jobim, no fim de agosto na Comissão de Relações Exteriores do Senado.

Parte de um dos submarinos convencional será feita na França, onde técnicos brasileiros serão treinados. Os demais, inclusive o nuclear, serão construídos no Brasil. No caso do submarino nuclear, caberá ao Brasil produzir o propulsor nuclear e à França, a transferência de toda a tecnologia não nuclear para o país.

No mesmo pacote, está prevista a construção de um estaleiro e de uma base em Itaguaí, no Rio de Janeiro.

A aliança com os franceses, prevista na Estratégia Nacional de Defesa (END), tem o objetivo de redirecionar as prioridades das Forças Armadas para os próximos 30 anos, colocando o Brasil na corrida armamentista da América do Sul, iniciada por Venezuela e Colômbia.

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