Líderes sindicais da França convocaram milhões de funcionários públicos para uma paralisação de um dia na terça-feira. Esse movimento deverá se somar à greve dos funcionários do transporte público, que entra em seu sétimo dia, e aumentar a pressão contra as reformas propostas pelo presidente francês, Nicolas Sarkozy.
Desde terça-feira passada, ferroviários, metroviários e motoristas de ônibus protestam contra a reforma de suas aposentadorias especiais, que prevê o aumento do tempo de contribuição, de 37,5 anos para 40 anos, para ter direito à aposentadoria integral.
Agora, os sindicatos estão convocando professores, controladores de tráfego aéreo, funcionários dos Correios e de hospitais em todo o país para aderir às manifestações. Entre os motivos para a nova greve, estão os planos do governo francês de não substituir metade dos funcionários públicos que se aposentarem e a busca de salários melhores.
Os estudantes também devem aderir ao movimento. Desde a semana passada, têm sido realizados protestos em diversas universidades da França contra uma reforma que prevê a autonomia financeira e administrativa das faculdades.
Transportes
Nesta segunda-feira, os sindicatos de trabalhadores do setor de transportes decidiram manter a greve.
A ministra das Finanças, Christine Lagarde, disse que a paralisação está custando ao país pelo menos US$ 440 milhões (cerca de R$ 775 milhões) por dia.
No entanto, há relatos de que o número de grevistas vem diminuindo, e os sindicatos concordaram em participar de negociações com a SNCF, a estatal ferroviária, nesta quarta-feira.
O governo também parece ter suavizado sua posição inicial de não negociar até que os grevistas voltem ao trabalho.
Nesta segunda-feira, o primeiro-ministro francês, François Fillon, disse que o tráfego ferroviário deve "recomeçar progressivamente" para que ocorra a negociação.
Fillon, porém, afirmou que o governo não vai se afastar da promessa de reformar a economia francesa. Pesquisas de opinião sugerem que as propostas de Sarkozy têm amplo apoio da população.
Sarkozy enfrenta mais uma paralisação
Líderes sindicais da França convocaram milhões de funcionários públicos para uma paralisação de um dia na terça-feira. Esse movimento deverá se somar à greve dos funcionários do transporte público, que entra em seu sétimo dia, e aumentar a pressão contra as reformas propostas pelo presidente francês, Nicolas Sarkozy. (Leia Mais)
Terça, 20 de Novembro de 2007 às 07:56, por: CdB