Rio de Janeiro, 01 de Outubro de 2026

Sarkozy e Merkel querem salvar interesses capitalistas na crise

Os países mais ricos da Europa protagonizam uma corrida contra o tempo para chegar a um acordo para a crise da dívida. Nesta quarta-feira, os líderes da França e da Alemanha, Nicolas Sarkozy e Angela Merkel, encontraram-se numa reunião preparatória a dois às vésperas da crucial cúpula europeia que será realizada em Bruxelas.

Quarta, 20 de Julho de 2011 às 05:46, por: CdB
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Os países mais ricos da Europa protagonizam uma corrida contra o tempo para chegar a um acordo para a crise da dívida. Nesta quarta-feira, os líderes da França e da Alemanha, Nicolas Sarkozy e Angela Merkel, encontraram-se numa reunião preparatória a dois às vésperas da crucial cúpula europeia que será realizada em Bruxelas. O presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso, classificou de muito grave a situação na Eurozona devido à crise da dívida da Grécia e alertou que um fracasso da cúpula de quinta-feira terá consequências mundiais. – Ninguém deve se iludir, a situação é muito grave – declarou à imprensa. Segundo Barroso, os chefes de Estado e de governo devem, no mínimo, propor medidas claras para estabilizar a Grécia. Na cúpula da Eurozona os países imperialistas da região tentarão encontrar soluções para a crise da dívida da Grécia, consideradas indispensáveis para “salvar” a União Europeia. Os dirigentes dos 17 países da Eurozona discutirão um segundo plano de resgate para a economia grega, no qual tentarão envolver o setor privado. – Teremos uma cúpula, nesta quinta-feira, determinante para o futuro do país e da Europa. O primeiro-ministro Giorgos Papandreou luta para garantir que a Grécia continue de pé", declarou Ilia Mosialos, porta-voz do governo grego. Com seu encontro prévio Sarkozy e Merkel querem passar a imagem de que estão unidos e confiantes na solução da crise. Várias opções estará na mesa durante o encontro dos 17 países da Eurozona: recompra da dívida grega e reescalonamento, além da definição de um novo plano de “ajuda” para a Grécia. De imediato, a União Europeia pretende evitar o contágio da crise da dívida. A maioria das opções contempladas que envolvem a participação de credores privados da Grécia, como a Alemanha exige desde o início por razões políticas, suporiam de fato um "acontecimento de crédito", um "default" ou a falta de pagamento parcial de sua dívida pela Grécia. O reescalonamento da dívida grega iria impor aos credores uma mudança nos vencimentos dos reembolsos, o que seria castigado pelas agências de classificação. Já a recompra da dívida grega, também em discussão, poderia não supor um "default" se a Grécia realizar ela mesma a operação com a ajuda de empréstimos europeus. Uma coisa é certa, as reuniões de Sarkozy e Merkel, assim como a cúpula da Eurozona nada trarão de bom para os povos e os trabalhadores. Todas as opções consideradas pressupõem a adoção de políticas de arrocho e ataques aos direitos sociais na Grécia e demais países da periferia europeia.
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