Rio de Janeiro, 13 de Fevereiro de 2026

Sarkozy diz apoiar Brasil em vaga de conselho da ONU

O presidente francês, Nicolas Sarkozy, declarou na segunda-feira apoiar a candidatura do Brasil a uma vaga permanente no Conselho de Segurança da ONU. Sarkozy defendeu que o G8, grupo de países mais ricos do mundo mais a Rússia, se transforme em G13, incluindo Brasil. (Leia Mais)

Segunda, 27 de Agosto de 2007 às 09:40, por: CdB
O presidente francês, Nicolas Sarkozy, declarou na segunda-feira apoiar a candidatura do Brasil a uma vaga permanente no Conselho de Segurança da ONU.

Falando na abertura da 15ª conferência de embaixadores da França, em Paris, o
presidente francês apresentou diretrizes da política externa de seu governo.

Sarkozy afirmou que a reforma das Nações Unidas, iniciada em 2005, está no bom caminho, mas que falta vontade política para concluí-la, sobretudo em relação à ampliação necessária do Conselho de Segurança.

O presidente defendeu que o número de membros permanentes, atualmente de cinco (França, EUA, Grã-Bretanha, Rússia e China) seja ampliado com Alemanha, Japão, Índia, Brasil e uma representação justa da África.

Sarkozy também defendeu a idéia de que o G8, grupo de países mais ricos do mundo mais a Rússia, se transforme em G13, incluindo Brasil, China, Índia, México e África do Sul.

Para Sarkozy, além de uma maior colaboração na área econômica, a ampliação do G8 também deve ocorrer para permitir o reforço da cooperação entre países industrializados e emergentes na luta contra o aquecimento global.

- O G8 deve continuar sua lenta transformação - disse.

Segundo ele, o diálogo com os líderes das potências emergentes deve ser institucionalizado e merecer um dia inteiro durante as reuniões do G8.

- A proteção de nosso planeta torna indispensável o reconhecimento de responsabilidades comuns, mas diferentes, da parte das potências emergentes - afirmou Sarkozy.

O presidente francês também apontou o que considera dois dos principais desafios do século 21. O primeiro é impedir que ações extremistas de grupos como a rede Al-Qaeda levem a um confronto entre o Islã e o Ocidente.

O segundo, que diz respeito ao Brasil, é integrar na nova ordem mundial países gigantes como a China, a Índia e o Brasil.

Sarkozy disse que estes países são motores do crescimento mundial, que podem causar graves desequilíbrios.

- Eles querem que seu status seja reconhecido, mas sem estar sempre dispostos a respeitar regras que são do interesse de todos - disse.

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