Falando na abertura da 15ª conferência de embaixadores da França, em Paris, o
presidente francês apresentou diretrizes da política externa de seu governo.
Sarkozy afirmou que a reforma das Nações Unidas, iniciada em 2005, está no bom caminho, mas que falta vontade política para concluí-la, sobretudo em relação à ampliação necessária do Conselho de Segurança.
O presidente defendeu que o número de membros permanentes, atualmente de cinco (França, EUA, Grã-Bretanha, Rússia e China) seja ampliado com Alemanha, Japão, Índia, Brasil e uma representação justa da África.
Sarkozy também defendeu a idéia de que o G8, grupo de países mais ricos do mundo mais a Rússia, se transforme em G13, incluindo Brasil, China, Índia, México e África do Sul.
Para Sarkozy, além de uma maior colaboração na área econômica, a ampliação do G8 também deve ocorrer para permitir o reforço da cooperação entre países industrializados e emergentes na luta contra o aquecimento global.
- O G8 deve continuar sua lenta transformação - disse.
Segundo ele, o diálogo com os líderes das potências emergentes deve ser institucionalizado e merecer um dia inteiro durante as reuniões do G8.
- A proteção de nosso planeta torna indispensável o reconhecimento de responsabilidades comuns, mas diferentes, da parte das potências emergentes - afirmou Sarkozy.
O presidente francês também apontou o que considera dois dos principais desafios do século 21. O primeiro é impedir que ações extremistas de grupos como a rede Al-Qaeda levem a um confronto entre o Islã e o Ocidente.
O segundo, que diz respeito ao Brasil, é integrar na nova ordem mundial países gigantes como a China, a Índia e o Brasil.
Sarkozy disse que estes países são motores do crescimento mundial, que podem causar graves desequilíbrios.
- Eles querem que seu status seja reconhecido, mas sem estar sempre dispostos a respeitar regras que são do interesse de todos - disse.