Rio de Janeiro, 30 de Outubro de 2026

Sarkozi quer ampliar repressão aos distúrbios

Presidente da França, Nicolas Sarkozy vai acelerar as reformas e reprimir com mais firmeza os distúrbios nas periferias das grandes cidades, disse ele na quinta-feira. (Leia Mais)

Quinta, 29 de Novembro de 2007 às 09:29, por: CdB

Presidente da França, Nicolas Sarkozy vai acelerar as reformas e reprimir com mais firmeza os distúrbios nas periferias das grandes cidades, disse ele na quinta-feira. Sarkozy, em discurso aos policiais, prometeu reprimir a "banditocracia" que seria responsável pelos distúrbios desta semana envolvendo jovens na periferia de Paris. Eleito em maio, o governo enfrenta uma série de protestos nas últimas semanas. Juízes e funcionários de tribunais entraram em greve na quinta-feira, seguindo o exemplo de funcionários dos transportes e empresas elétricas, funcionários públicos e estudantes.

Os distúrbios e a elevação do custo de vida ajudaram a fazer com que a confiança da opinião pública caísse a seu menor nível em mais de um ano. Sarkozy afirmou, ainda, que a França não vai resolver seus problemas se evitar as reformas.

– Fiz essas reformas rapidamente porque era urgente. Algumas pessoas criticam sua rapidez. Na verdade, eu gostaria de ir bem mais rápido, a fim de reforçar o crescimento assim que possível. Sei perfeitamente bem que essas reformas não virão sem esforço e tensão – disse o presidente em discurso a policiais.

A reação ocorre também no Judiciário, que entrou em greve contra a proposta de fechar quase 200 tribunais, como forma de simplificar o sistema e cortar gastos. Algumas entidades estudantis também convocaram protestos para as próximas horas, contra a lei que dá mais autonomia às universidades. A Unef, principal entidade estudantil, informou, no entanto, que o número de campi bloqueados no país caiu de 49 na terça-feira para 27 na quinta.

No setor energético, os trabalhadores têm mais uma paralisação agendada para o dia 6 de dezembro. Em outubro e novembro, a categoria já havia feito greve, junto com os servidores dos transportes, contra o fim do chamado "regime especial" da previdência para algumas categorias do funcionalismo público.

"Estamos em tempos desafiadores. Tudo se acumula, tudo se intensifica. Nicolas Sarkozy está fazendo um jogo de altas apostas, porque todas essas bombas-relógio da sociedade francesa estão explodindo na sua cara. Os subúrbios, as aposentadorias, os estudantes, a qualidade de vida. E, de forma mais geral, a atitude de um país diante do seu futuro", afirma editorial publicado na edição desta quinta-feira do jornal conservador Le Figaro.

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