Rio de Janeiro, 15 de Agosto de 2026

Sargento que parou atirador em Realengo é condecorado

Uma singela mas emocionante homenagem foi prestada ao sargento Márcio Alexandre Alves, na sala do Chefe do Gabinete do Comandante Geral da Polícia Militar - Coronel PM Milllan. Oficiais e políticos renderam uma homenagem àquele que, na tragédia de Realengo, na Escola Municipal Tasso da Silveira, colocando em risco a sua própria vida, conseguiu evitar que outras dezenas de crianças fossem assassinadas.

Sábado, 09 de Abril de 2011 às 10:30, por: CdB
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Uma singela mas emocionante homenagem foi prestada ao sargento Márcio Alexandre Alves, na sala do Chefe do Gabinete do Comandante Geral da Polícia Militar - Coronel PM Milllan. Oficiais e políticos renderam uma homenagem àquele que, na tragédia de Realengo, na Escola Municipal Tasso da Silveira, colocando em risco a sua própria vida, conseguiu evitar que outras dezenas de crianças fossem assassinadas. O sargento Alves, abordado por um estudante da escola que conseguiu escapar, ferido no rosto, encontrou o sargento que, imediatamente, foi para o local da chacina, subindo ao segundo andar, quando deparou-se com o assassino que ia para o 3º andar para continuar a atirar impiedosamente contra os alunos. Naquele instante o psicopata voltou-se para o sargento que o atingiu na região baixa do corpo, com a intenção de imobilizá-lo para depois capturá-lo e prendê-lo, o que só não ocorreu porque o agressor suicidou-se. – Tenho dois, um menino e uma menina.Cheguei em casa às 3 horas da manhã. A primeira coisa que fiz foi entrar no quarto dos meus filhos. Beijei a minha filha, mas ela que tem 4 anos não acordou. Ao fazer a mesma coisa com o meu filho, que tem 8 anos, ele acordou, disse que estava muito orgulhoso de mim e voltou a dormir – lembrou o militar. Ao ser perguntado por outro jornalista se ele estava satisfeito por ter cumprido a sua missão, o sargento respondeu que não; primeiro porque lamentava por não ter chegado a tempo de salvar mais vidas e segundo porque o seu intento era prender o assassino e não vê-lo morto, após suicidar-se. Na audiência com o Comandante Geral - Coronel Mário Sérgio, juntamente com o deputado Alessandro Molon (PT-RJ) – foram tratadas as medidas que poderão ser adotadas nas escolas para evitar que outras tragédias possam voltar a acontecer, como a contratação de mais inspetores de alunos que possam estar atentos a tudo e a todos na circulação dos mesmos e de eventuais pessoas que transitam na parte interna das escolas; a destinação de guardas municipais para rondas ostensivas; o acompanhamento do comportamento dos alunos junto aos pais, inclusive sobre o aspecto de saúde; formas de diminuição de armas nas mãos dos cidadãos comuns, dentre outros assuntos que deverão ser tratados em fóruns a ser realizados pela Comissão de Segurança Publica e Combate ao Crime Organizado, propostos pelo presidente comissão, deputado Mendonça Prado. O deputado Dr. Carlos alberto, em nome do presidente da Comissão convidou o Comandante Geral a participar desses encontros, que respondeu afirmativamente, colocando-se à inteira disposição. Após a reunião com o Comandante Geral, os deputados Dr. Carlos Alberto e Alessandro Molon foram ao encontro da Chefe de Polícia, delegada Martha Rocha, que os recebeu em seu gabinete, fazendo um amplo retrospecto das ocorrências, oportunidade em que também foi convidada pelos deputados para participar dos fóruns de discussão, na viabilização de caminhos que não mais permitam essa prática de crime, inédito em nosso país."
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