O ex-ministro da Saúde Saraiva Felipe classifica como "promíscua" e "mesquinha" a relação entre os poderes Legislativo e Executivo, devido ao grande número de parlamentares que o procuravam para pedir aprovação de emendas, em depoimento nesta quarta-feira à CPMI das Sanguessugas. Segundo ele, isso na prática significava uma sugestão para impedir os sistemas de controle. Saraiva Felipe ressaltou que recebeu muitas queixas por não ter uma "posição facilitadora".
- Me diziam para eliminar a burocracia -, contou o ex-ministro em depoimento.
Para ele, tal situação gera "promiscuidade, porque parlamentar não se reelege pelo seu desempenho, mas pelo número de emendas que tem". Como só o senador Wellington Salgado (PMDB-MG) se inscreveu para fazer questionamentos, Saraiva aproveitou para sugerir que as emendas individuais sejam extintas e as propostas de bancadas partidárias passem "por um agente público, que poderia ser a Caixa Econômica Federal".
O relator da CPMI, deputado Amir Lando (PMDB-RO), pediu que as sugestões fossem mandadas posteriormente por escrito para ajudar o Congresso "a combater". Referia-se às emendas suspeitas que são objeto de investigação desta comissão, por terem permitido a compra superfaturada de ambulâncias com recursos do Orçamento.
O ex-ministro negou que conhecesse os empresários donos da Planam, Darci e Luiz Antonio Vedoin, pai e filho.
- Nunca me reuni nem com o pai, nem com o filho, nem com o Espírito Santo -, afirmou.
Negou também que tenha se reunido com o senador Ney Suassuna (PMDB-PB) para tratar da aprovação de emendas.
Saraiva Felipe diz que relação com parlamentares é 'promíscua'
Quarta, 08 de Novembro de 2006 às 18:37, por: CdB