A missão do São Paulo é aparentemente fácil na Taça Libertadores. Depois de vencer o Deportivo Táchira por 3 a 0, no Morumbi, o tricolor pode perder por até dois gols de diferença no jogo de volta, às 21h45m desta quarta-feira, em San Cristóbal. Se passar pelos venezuelanos, estará nas semifinais contra Santos ou Once Caldas.
O técnico Cuca e os jogadores, porém, abusam da cautela para evitar uma zebra. Desde o término do jogo de ida das quartas-de-final o discurso é o mesmo: nada está ganho. Para comprovar isso, o elenco viajou mais cedo, treinou com três zagueiros e poupou alguns titulares diante do Cruzeiro, no último domingo, pelo Campeonato Brasileiro.
- Ainda não está decidido, infelizmente. Libertadores é uma competição especial. Um bom caminho está andado, mas agora nós vamos para a Venezuela fechadinhos e concentrados para buscarmos a vaga - disse o goleiro Rogério Ceni.
Cuca perece ter ouvido as palavras do capitão, tanto que preparou a equipe para atuar com três zagueiros. Mas a formação não está confirmada.
- Acho que pode ser uma das nossas opções mais uma vez - limitou-se a dizer, depois de testar o esquema na derrota para o Cruzeiro. A dúvida que permanece é entre o meia Marquinhos e o zagueiro Lugano.
Além de fortalecer o setor defensivo, o tricolor leva mais duas armas à Venezuela: catimba e contra-ataques.
- A ordem é fazer cena mesmo, ganhar cada minutinho, ficar mais tempo no chão, falar com o árbitro... - ensinou Luís Fabiano.
- Eles prendem o adversário no campo de defesa. Vamos ter que usar os contra-ataques - completou Cuca.
Apesar da desvantagem, o Táchira ainda acredita na classificação. Um dos símbolos da confiança do time é o brasileiro Cláudio Silva, que promete fazer a melhor partida de sua vida.
- O São Paulo não mostrou muito no primeiro jogo, nós é que jogamos mal. Agora vamos ter a revanche e vamos impor nosso ritmo - afirmou.
Rio de Janeiro, 18 de Setembro de 2026
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