As autoridades estaduais tucanas de São Paulo e as municipais demotucanas da Capital continuam as grandes surdo-mudas em relação à tragédia provocada pelas cheias no país. Sim, apesar de desaparecido do noticiário quanto a esses dramas, o Estado e a capital paulistas continuam padecendo com congestiomentos, caos, e paralisações diárias provocadas pelas chuvas de verão.
É feia e grave a situação paulista e paulistana. Continuam as chuvas/alagamentos/enchentes diárias e ainda ontem os jornais noticiavam que, com elas chegam agora as doenças e até as epidemias. A leptospirose, por exemplo, avança em São Paulo.
Apesar da questão ter sumido dos noticiários, São Paulo continua a viver situção de calamidade e emergência, sem que o governo - o mesmo, dos tucanos, há 16 anos no poder - os poderes públicos municipais e estaduais anunciem medidas de médio e longo prazos para o problema. Só algumas poucas, de curto prazo. Não traçam, sequer uma política com foco nas regiões metropolitana, ainda que estejam no Estado as maiores do país.
São Paulo continua só com medidas paliativas
Sem falar que nada se diz ou faz em relação a questão das barragens que apenas continuam sendo abertas improvisadamente numa demonstração clara de que o Estado precisa de um plano para a administração e gerenciamento desses reservatórios.
Em Pedreira, por exemplo (região de Campinas), a represa Jaguari começou a vazar, causando duas grandes erosões em áreas vizinhas - a cidade já havia sofrido inundação na semana passada em decorrência da abertura dessas comportas.
Assim, e com abertura improvisada de suas barragens, São Paulo continua sem uma política específica, de longo prazo, que estude a implantação e manutenção desses reservatórios. Continua, também, sem uma política habitacional e de ocupação do solo urbano digna desse nome.
Tampouco dispõe de medidas (de uma política) urgentes para deter a concessão ilegal e irracional de alvarás de construção em áreas de risco, ou até mesmo a permissão de loteamentos clandestinos. Não vamos resolver essa situação, nem deter os riscos de novas tragédidas se não adotarmos, no Estado de São Paulo e no país políticas nessas linha. Com a palavra o poder público.
São Paulo: o caos e a falta de providências
Segunda, 17 de Janeiro de 2011 às 11:06, por: CdB