Rio de Janeiro, 19 de Maio de 2026

São Paulo enfrenta a "Briosa" pelas semifinais

Quarta, 05 de Março de 2003 às 18:40, por: CdB

O próprio time pode ser independente dele, mas o adversário, não. Essa é a tradução do que Kaká representa para Oswaldo de Oliveira, técnico do São Paulo. Ao mesmo tempo em que nega que o bom desempenho do grupo esteja relacionado a um dia inspirado do meia, Oliveira frisa que é quase uma obrigação do técnico adversário, no caso Pepe, treinador da Portuguesa Santista, armar um esquema de marcação especial para conter o queridinho do futebol brasileiro. "O estilo (de jogo) não muda, mas o Kaká sempre merece uma marcação especial", opina o treinador são-paulino. O retorno do jogador, desfalque nas duas últimas partidas devido a uma contratura na coxa direita, é a principal novidade na escalação tricolor para o primeiro jogo semifinal do Campeonato Paulista contra a Portuguesa Santista, nesta quinta-feira, às 21h, no Morumbi. A outra fica por conta na entrada de Júlio Baptista na vaga de Maldonado, expulso nas quartas-de-final. "Apesar da atenção que (Kaká) recebe, o time não depende dele para jogar bem. Já houve vezes em que o São Paulo foi bem sem o Kaká, e outras que jogou mal com ele em campo", lembrou Oliveira, usando do discurso "pró-grupo". E em nome desse mesmo grupo, aliás, é que Oliveira garante que Maldonado não fará tanto falta assim à defesa do São Paulo. Importante tanto na cobertura dos laterais quanto na função de terceiro zagueiro - quando o time não está com a bola -, o chileno , que tem problemas para renovar seu contrato, fez com que o técnico tivesse que mudar novamente o posicionamento de Fábio Simplício no meio-campo. Simplício, que normalmente tem mais liberdade para apoiar o ataque, fará a função de Maldonado, ficando mais à frente de Régis e Jean. Já Júlio Baptista entra como segundo volante, função na qual quer se firmar visando futuras convocações para a seleção brasileira sub-23. "Isso já aconteceu contra o Santo André. O Júlio é um jogador até de mais força física, mas as funções dentro do time serão mantidas. Não ficamos mais ofensivos com a entrada dele (Júlio Baptista já chegou a ser escalado como atacante), explicou Oliveira". Agora, para o duelo contra a Briosa, invicta no Paulistão e que tem a vantagem de dois empates, Oswaldo prefere não fazer previsões. Aponta que o São Paulo foi melhor no empate entre as duas equipes na primeira fase, no Morumbi (1 a 1, quando o time da capital perdeu dois pênaltis), mas antes de tudo quer ver o time "tranqüilo" tanto no jogo desta quinta-feira como na partida de domingo, e em Santos. "Mesmo se não fizermos o resultado aqui, vamos tranqüilos para Santos", afirma o técnico, que diz ver a possibilidade de goleada para ambos os lados. "Podemos vencer de três ou quatro, ou tomar de três ou quatro", ironizou. Nesse ano, a Briosa já tem a terceira colocação garantida por ter a melhor campanha dentre os outros três clubes que disputam o título do campeonato: São Paulo, Corinthians e Palmeiras. Em toda a história, somente em 1936, 1937 e 1938 a Santista conseguiu assegurar a terceira colocação. Caso passe pelo São Paulo, o time de Pepe entrará para a história do clube. SÃO PAULO x PORTUGUESA SANTISTA Local: Morumbi, em São Paulo Data: 06/03 Horário: 21 horas Juiz: Salvio Spínola Fagundes Filho São Paulo Rogério Ceni; Leonardo, Jean, Régis e Gustavo Nery; Fábio Simplício, Júlio Baptista, Ricardinho e Kaká; Reinaldo e Luís Fabiano. Técnico: Oswaldo de Oliveira Portuguesa Santista Maurício; Vandir, Zambiasi e Nenê; Nelsinho, Adriano, Fabrício, Souza e Adavilson; Rico e Eliseu. Técnico: Pepe

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