São Paulo subiu 37 posições em um ranking das cidades mais caras para estrangeiros viverem, preparado anualmente pela empresa de recursos humanos Mercer. Na lista deste ano, a capital paulista aparece no 25º lugar. No ano passado, ficou em 62º. O Rio de Janeiro também subiu 33 posições, do 64º para o 31º lugar. Segundo a Mercer, o fato de o real ter se valorizado quase 18% em relação ao dólar no ano passado foi a causa para a escalada das duas cidades brasileiras.
Caracas, na Venezuela, registrou a mesma tendência que as cidades brasileiras, subindo 40 posições - do 129º para o 89º lugar. Já Buenos Aires, na Argentina, aparece entre as mais baratas, no 138º.
EUA mais barato
A pesquisa comparou o custo de 200 itens - como aluguel, restaurantes e combustíveis - em 143 cidades de seis continentes. De acordo com a Mercer, a pesquisa é usada por multinacionais e governos para determinar salários e diárias a empregados no exterior. Pelo terceiro ano consecutivo, Moscou ficou no topo da lista como a cidade mais cara. Segundo a pesquisa, a cidade tem, por exemplo, um café extremamente caro: US$ 10,40, incluindo a gorjeta.
- A posição de Moscou como o lugar mais caro para estrangeiros viverem foi reforçada pela valorização do rublo em relação ao dólar e o contínuo aumento dos preços no setor de moradia na cidade - disse Yvonne Traber, pesquisadora da Mercer.
Dólar mais fraco
Na outra ponta, o enfraquecimento do dólar provocou mudanças significativas no ranking deste ano, como o relativo barateamento das cidades americanas. A única cidade dos Estados Unidos a aparecer entre as 50 mais caras foi Nova York, ocupando o 22º lugar, sete posições a menos do que no ano passado. Todas as outras cidades norte-americanas que aparecem no ranking caíram de posição. Los Angeles caiu do 42º para o 55º lugar; Miami, do 51º para o 75º; e Washington, do 85º para o 107º lugar.
- Apesar de as cidades tradicionalmente caras da Europa ocidental e da Ásia ainda aparecerem entre as 20 mais caras, cidades do Leste Europeu, Brasil e Índia estão subindo na lista. Por outro lado, cidades como Estocolmo e Nova York agora parecem menos caras em comparação - disse Traber.
Tóquio subiu duas posições na lista, para ocupar o segundo lugar, seguida de Londres - que caiu uma posição - e Oslo. As três cidades mais baratas foram Karachi, no Paquistão, Quito, no Equador, e Assunção, no Paraguai - a mais barata pelo sexto ano consecutivo.