Rio de Janeiro, 28 de Agosto de 2026

São Paulo, a rotina do caos

Sexta, 17 de Dezembro de 2010 às 15:20, por: CdB

Encerro o blog este ano praticamente da mesma forma que o fiz no ano passado e nos anteriores, com São Paulo sob fortes chuvas e sofrendo enchentes, tragédias e o trânsito caótico de sempre. Nesta temporada de chuvas, a capital paulista teve uma manhã e um fim de dia tenebrosos ontem.
 
Logo pela manhã, às 7h, horário de rush, o metrô, por uma pane técnica, fechou três de suas mais movimentadas estações: Jabaquara, São Judas e Conceição da Linha Norte deixando 50 mil usuários sem transporte por 2h30. Foi o segundo dia consecutivo de problemas no sistema metroviário mas, até aí, nada de novo, o metrô paulistano está apresentando defeito praticamente todos os dias e milhões ficam sem transporte.
 
No fim da tarde, início da noite, ontem, novo sufoco: fortes chuvas convulsionaram durante mais de três horas o já normalmente caótico trânsito do cidade, com inevitável reflexo também no serviço de transportes público. O mesmo serviço, aliás, que o prefeito Gilberto Kassab anuncia hoje terá a tarifa de ônibus elevada de R$ 2,70 para R$ 3,00. Como vocês veem, um aumento bem superior a 10% quando a inflação do último não chega nem a metade disso. Também, pudera, a Prefeitura paulistana dá R$ 743 milhões de subsídio/ano ao sistema.
 
O fato, como já observei ontem e anteontem aqui no blog - no final do ano passado e do anterior... - é que os tucanos (que com o novo mandato do governador Geraldo Alckmin vão completar nada menos que 20 anos no poder no Estado) não têm sequer uma política de transporte público para o Estado ou para a sua área mais crítica, a grande região metropolitana da capital.
 
Nunca houve, nem para a capital e muito menos para a região metropolitana. Aliás, esse é um dos pontos fracos dos governos tucanos, que não foi devidamente explorado por nós na campanha passada. Mais do que nunca o momento é adequado para a oposição e os prefeitos da Grande São Paulo construírem uma política comum de transportes para toda a área.
 
Na verdade, uma política, ou políticas mais completas para toda a região metropolitana, e que contemple/m, além de transportes, também saúde, lixo, resíduos sólidos, bacias hidrográficas, obras de drenagens e nas áreas de risco, combate às enchentes e inundações, redução da poluição urbana e industrial, entre outros pontos críticos. A hora é agora.

 

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