Há uma semana, o Corpo de Bombeiros encontrou o corpo de uma mulher no Lago Paranoá. Até agora, ninguém reclamou o corpo nem a polícia conseguiu identificá-lo.
Mas, esse caso não é raro. O Instituto Médico Legal guarda os corpos não reclamados por até 30 dias. Se ninguém aparece, o corpo é enterrado como indigente. Os corpos também podem ser enviados para universidades, onde são utilizados para pesquisas.
Quando as vítimas tiveram mortes violentas como acidentes de trânsito ou foram assassinadas, estes corpos não podem ser destinados á pesquisa. O IML de Brasília garante nunca ter enviado nenhum corpo às universidades do Distrito Federal.
Depois de 30 dias, os corpos devem ser enterrados e todos os custos são arcados pelo GDF. Também cabe ao IML fornecer o atestado de óbito, ainda que ninguém reclame o corpo. Secretaria de Ação Social, informa que a média do fornecimento do serviço de sepultamento gratuito, pelo órgão, é de 140 a cada mês.