O governo do Estado do Rio de Janeiro entrega, nesta sexta-feira, as obras de despoluição da Praia de São Conrado, Zona Sul do Rio. As obras beneficiarão mais de 400 mil habitantes do bairro e das comunidades da Rocinha, do Vidigal e de Canoas, além de banhistas e turistas.
O Estado gastou R$ 16 milhões na construção da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE), na escavação do túnel extravasor de 400 metros de extensão - que fará a coleta, o desvio e a condução do esgoto tratado para lançamento no costão da Niemeyer - e na galeria.
A ETE tem capacidade para tratar 350 litros de esgoto por segundo, o que dá 14 milhões de litros de esgoto tratado por dia. Todo esse esgoto será despejado no mar, a 400 metros da subida da Niemeyer, o que restabelecerá a balneabilidade da Praia de São Conrado e acabará, definitivamente, com as línguas negras. As obras da ETE de São Conrado estiveram a cargo da Serla (Superintendência Estadual de Rios e Lagoas (Serla).
Em seguida, Rosinha e Conde vão vistoriar as obras da parte terrestre do emissário submarino da Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio. Rosinha e Conde estarão na ETE e no Bosque da Barra. O trabalho faz parte do Programa de Saneamento da Barra, de Jacarepaguá e do Recreio dos Bandeirantes, no qual o governo do estado está investindo mais de R$ 402 milhões para a implantação de sistemas completos de esgotamento sanitário para as regiões, beneficiando 1,2 milhão de habitantes.
A intervenção no Bosque da Barra consiste no assentamento de dois tubos com 900 metros de comprimento e 1.200 milímetros de diâmetro cada um. Os tubos saem da Estação de Tratamento de Esgotos da Barra da Tijuca e atravessam a Lagoa de Marapendi até serem interligados ao trecho já executado sob a Avenida das Américas.
Também uma linha de recalque de mil milímetros de diâmetro, que levará esgoto do Recreio dos Bandeirantes para tratamento na ETE, será assentada ao lado das outras duas. As três tubulações ficarão assentadas a 1,5 metro de profundidade, ao longo de 900 metros da pista de caminhada do bosque.
Ao sair do parque, as três tubulações serão conectadas aos complementos já assentados na travessia subterrânea, já concluída, sob a Avenida das Américas, em frente ao parque, no rumo do emissário submarino assentado no fundo do mar. As obras devem durar 90 dias.
A Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano continua aguardando a autorização da Prefeitura do Rio para a construção da Elevatória de Marapendi, obra que ligará as partes terrestre e marítima, proporcionando o lançamento do esgoto tratado no emissário submarino.