Rio de Janeiro, 09 de Setembro de 2026

SP: Santa Casa de Misericórdia fecha emergência por dívidas com fornecedores

A Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, o maior centro de atendimento filantrópico da América Latina, está com o pronto-socorro fechado. O hospital também suspendeu as cirurgias eletivas e os exames laboratoriais, afetando em torno de seis mil pessoas. Só no atendimento de emergência passam em média 1,2 mil pessoas por dia. Foram mantidos apenas o acompanhamento dos internados e consultas já agendadas.

Quarta, 23 de Julho de 2014 às 09:02, por: CdB
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Por meio de nota, o provedor da instituição, Kalil Rocha Abdalla, justificou que a interrupção no atendimento foi motivada pela falta de recursos
A Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, o maior centro de atendimento filantrópico da América Latina, está com o pronto-socorro fechado. O hospital também suspendeu as cirurgias eletivas e os exames laboratoriais, afetando em torno de seis mil pessoas. Só no atendimento de emergência passam em média 1,2 mil pessoas por dia. Foram mantidos apenas o acompanhamento dos internados e consultas já agendadas. Por meio de nota, o provedor da instituição, Kalil Rocha Abdalla, justificou que a interrupção no atendimento foi motivada pela falta de recursos para a compra de materiais e medicamentos. A dívida com os fornecedores de remédios e materiais está em torno de R$ 50 milhões. Incluindo todos os tipos de despesas, os débitos estão avaliados em R$ 400 milhões. Segundo a assessoria da entidade, a Santa Casa se endividou por causa da defasagem nos valores repassados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e tem tentado negociar um aumento de 50% no repasse total à entidade. Também por meio de nota, a Secretaria Estadual da Saúde informou que para minimizar os efeitos dessa defasagem tem liberado recursos extras de ajuda às santas casas do estado. Só para essa unidade, o governo destinou R$ 168 milhões em 2014. A Secretaria também informou que vai oferecer ajuda no aperfeiçoamento e racionalização dos recursos financeiros encaminhados à instituição. Já a Secretaria Municipal da Saúde informou que acompanha de perto a situação, mas que não é a gestora do convênio com a unidade. Segundo o órgão municipal, a prefeitura se colocou à disposição para fornecer medicamentos e materiais médico-hospitalares necessários para que o serviço não pare de funcionar. A Agência Brasil procurou o Ministério da Saúde, mas até o fechamento desta edição ainda não recebeu retorno.
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