Máfia das sanguessugas
Vice-presidente da CPI dos Sanguessugas, o deputado Raul Jungmann (PPS-PE) se disse envergonhado pela atitude dos parlamentares que, segundo levantamento divulgado nesta quinta-feira, teriam trocado emendas parlamentares ao Orçamento da União por propina faturada pela máfia das ambulâncias, que age em prefeituras de todo o país. Após negociar a delação premiada, o empresário Luiz Antônio Vedoin, que já confessou a sua presença na organização, apontou 94 deputados e um senador, acusando-os de cumplicidade nos crimes praticados.
O esquema montado, em nível nacional, segundo o deputado, é o maior esquema de fraudes já visto na história brasileira.
- Confesso a vocês que, ao ver os documentos, tive sentimento de depressão e de vergonha - lamentou o parlamentar.
Do bando formado por empresários e congressistas, Vedoin confessou, em juízo que pagou propina, em dinheiro vivo, a 40 parlamentares. Outros 34 receberam por meio de depósitos em conta de assessores, mais dez em conta corrente própria. Cinco optaram pela conta bancária de parentes - entre eles três esposas - e mais cinco aceitaram carros de luxo, como a BMW pedida por um deles, apartamentos e outros benefícios, pagos pela empresa flagrada durante batida da Polícia Federal, há cerca de um mês, batizada de Operação Sanguessuga.
Jungmann pediu à CPMI que divulgue os nomes de todos os colegas citados por Vedoin.
Ódios ancestrais
A questão libanesa é bem mais complexa do que imagina a filosofia ocidental. Nesta quinta-feira, uma instituição denominada Fundação Libanesa pela Paz, divulgou artigo assinado por Brigitte Gabriel, cristã refugiada nos EUA após ocupação do sul do Líbano por muçulmanos, nas tantas idas e vindas dos combatentes dos dois lados desde as Cruzadas, há cerca de mil anos.
O tom do artigo não deixa dúvida do ódio que impera na região:
"A Fundação Libanesa pela Paz, um grupo internacional de libaneses cristãos, fez a seguinte declaração em matéria liberada pela imprensa para o Primeiro Ministro de Israel, Ehud Olmert, a respeito dos últimos ataques israelenses contra o Hezbollah:
"Pelos milhões de Cristãos Libaneses, expulsos de nossa terra natal, 'Obrigado Israel', é o sentimento que ecoa por todo o mundo. Nós ansiamos que vocês os ataquem com força e destruam sua infra-estrutura de terror. Não é (apenas) Israel que se beneficia com esta situação, mas a maioria dos libaneses silenciosos no Líbano, que está farto do Hezbollah e não têm poder para fazer nada por conta do medo da retaliação do terror".
Lamentável tudo isso. Radicalismo gera radicalismo. Ódio alimenta mais ódio e o terror joga por terra a esperança na paz entre os homens de boa vontade.