Rio de Janeiro, 04 de Abril de 2026

Sanguessugas aceitavam até carro de luxo como propina

Vice-presidente da CPI dos Sanguessugas, o deputado Raul Jungmann (PPS-PE) revelou que, além de dinheiro vivo, carro de luxo servia como pagamento de propinas aos parlamentares. (Leia Mais)

Quinta, 20 de Julho de 2006 às 14:02, por: CdB

Máfia das sanguessugas

Vice-presidente da CPI dos Sanguessugas, o deputado Raul Jungmann (PPS-PE) se disse envergonhado pela atitude dos parlamentares que, segundo levantamento divulgado nesta quinta-feira, teriam trocado emendas parlamentares ao Orçamento da União por propina faturada pela máfia das ambulâncias, que age em prefeituras de todo o país. Após negociar a delação premiada, o empresário Luiz Antônio Vedoin, que já confessou a sua presença na organização, apontou 94 deputados e um senador, acusando-os de cumplicidade nos crimes praticados.

O esquema montado, em nível nacional, segundo o deputado, é o maior esquema de fraudes já visto na história brasileira.

- Confesso a vocês que, ao ver os documentos, tive sentimento de depressão e de vergonha - lamentou o parlamentar.

Do bando formado por empresários e congressistas, Vedoin confessou, em juízo que pagou propina, em dinheiro vivo, a 40 parlamentares. Outros 34 receberam por meio de depósitos em conta de assessores, mais dez em conta corrente própria. Cinco optaram pela conta bancária de parentes - entre eles três esposas - e mais cinco aceitaram carros de luxo, como a BMW pedida por um deles, apartamentos e outros benefícios, pagos pela empresa flagrada durante batida da Polícia Federal, há cerca de um mês, batizada de Operação Sanguessuga.

Jungmann pediu à CPMI que divulgue os nomes de todos os colegas citados por Vedoin.

Ódios ancestrais

A questão libanesa é bem mais complexa do que imagina a filosofia ocidental. Nesta quinta-feira, uma instituição denominada Fundação Libanesa pela Paz, divulgou artigo assinado por Brigitte Gabriel, cristã refugiada nos EUA após ocupação do sul do Líbano por muçulmanos, nas tantas idas e vindas dos combatentes dos dois lados desde as Cruzadas, há cerca de mil anos.

O tom do artigo não deixa dúvida do ódio que impera na região:

"A Fundação Libanesa pela Paz, um grupo internacional de libaneses cristãos, fez a seguinte declaração em matéria liberada pela imprensa para o Primeiro Ministro de Israel, Ehud Olmert, a respeito dos últimos ataques israelenses contra o Hezbollah:

"Pelos milhões de Cristãos Libaneses, expulsos de nossa terra natal, 'Obrigado Israel', é o sentimento que ecoa por todo o mundo. Nós ansiamos que vocês os ataquem com força e destruam sua infra-estrutura de terror. Não é (apenas) Israel que se beneficia com esta situação, mas a maioria dos libaneses silenciosos no Líbano, que está farto do Hezbollah e não têm poder para fazer nada por conta do medo da retaliação do terror".

Lamentável tudo isso. Radicalismo gera radicalismo. Ódio alimenta mais ódio e o terror joga por terra a esperança na paz entre os homens de boa vontade.

Tags:
Edições digital e impressa