O empresário Luiz Antonio Trevisan Vedoin não compareceu nesta quarta-feira para o depoimento que daria à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) das Sanguessugas na Polícia Federal em Brasília. Ele é um dos sócios da Planam, empresa acusada de liderar o esquema de vendas superfaturada de ambulâncias.
- Ele não apareceu. Quando chegamos à PF, a advogada dele estava comunicando que no aeroporto, no embarque, ele não apareceu - disse o deputado Julio Delgado (PSB-MG), integrante da comissão.
Agora a CPmI pode pedir ajuda da Polícia Federal para localizar o empresário e trazê-lo sob escolta para depor. O deputado também não descartou a possibilidade de integrantes da CPmI irem a Cuiabá tomar o depoimento.
- Sua ausência na CPMI mostra que ele disse mais do que sabia e deu uma floreada. Ou ele omitiu muita coisa que aqui na CPMI, como não tem delação premiada, ele teria de dizer e confirmar. A sua ausência é uma característica forte de envolvimento e que o seu depoimento não é tão sincero quanto muitos imaginavam - disse o deputado. Vedoin já havia prestado depoimento à Justiça de Cuiabá com o benefício da delação premiada.
O sub-relator de Sistematização da CPMI das Sanguessugas, deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), disse teria ocorrido algum problema envolvendo os advogados de Vedoim.
- O melhor procedimento a adotar é requisitá-lo (o empresário) através do juiz. Estamos tratando do chefe de uma organização criminosa e não podemos ficar notificando e aguardando que ele compareça. Se ele fosse requisitado através de um juiz, certamente estaria presente porque se não comparecer teria sua liberdade revogada - concluiu.