Rio de Janeiro, 23 de Setembro de 2026

Sangue encontrado no carro da polícia não é de Amarildo

O Instituto de Pesquisa e Perícias em Genética Forense da Academia de Polícia Civil do Rio de Janeiro informou que o sangue encontrado na viatura da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Rocinha, zona sul do Rio, não é do ajudante de pedreiro Amarildo Dias de Souza.

Quinta, 01 de Agosto de 2013 às 09:57, por: CdB
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O morador da comunidade carioca está sumido desde o dia 14 de julho
O Instituto de Pesquisa e Perícias em Genética Forense da Academia de Polícia Civil do Rio de Janeiro informou  que o sangue encontrado na viatura da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Rocinha, zona sul do Rio, não é do ajudante de pedreiro Amarildo Dias de Souza. O resultado do exame foi divulgado na noite de quarta-feira. O morador da comunidade carioca está sumido desde o dia 14 de julho, quando foi conduzido da sua casa para a sede da UPP. A Polícia Civil informou em nota que “pela manhã [de ontem], dois filhos do pedreiro coletaram amostra de material genético para confrontar com o DNA do sangue detectado no carro com o uso de luminol. O resultado deu negativo. A investigação continua em andamento com a Delegacia de Homicídios”. Nesta quinta-feira o promotor de justiça Homero Neves; o delegado titular da Delegacia de Homicídios (DH), Rivaldo Barbosa; a esposa de Amarildo, Elizabete Gomes; e o subprocurador-geral de Justiça de Direitos Humanos e Terceiro Setor, Ertulei Laureano, se  reuniram na sede do Ministério Público Estadual. De acordo com informações do portal G1, a irmã de Amarildo, Maria Eunice Dias Lacerda, acredita que o pedreiro foi assassinado. "Aconteceu, mataram ele. Se ele tinha problema com polícia não sei, mas creio que não. Ele foi pego como alvo e não sei porque fizeram isso com ele", declarou Maria Eunice. A empresa Emive, responsável pelas duas câmeras instaladas na UPP da Rocinha, emitiu um relatório pedido pela Polícia Militar em que afirma que ambos equipamentos de filmagem no local deixaram de funcionar justamente no dia do sumiço do pedreiro Amarildo. No dia seguinte ao sumiço, um técnico da Emive constatou que o equipamento estava queimado. De acordo com a empresa, o equipamento estraga com frequência em redes elétricas instáveis. Apesar disso, das 80 câmeras da Emive na Rocinha, apenas as duas da UPP apresentaram problemas naquela noite. A Polícia Civil informou que o delegado titular da 15º DP (Gávea), Orlando Zaccone, está analisando as imagens das câmeras instaladas em outros locais na comunidade da Rocinha e os GPS das viaturas da PM, na busca por pistas que levem ao paradeiro do pedreiro. Na noite desta terça-feira, um corpo encontrado na localidade do Valão, na Rocinha, deixou a família de Amarildo apreensiva. Familiares foram ao local, mas informaram que o corpo era de uma mulher. Amarildo Souza Lima, conhecido como "Boi", sumiu logo depois de prestar depoimento a policiais da UPP no dia 14. Após vários protestos de moradores, que chegaram a fechar a Autoestrada Lagoa-Barra duas vezes, nos dias 17 e 19, e do início da investigação, a Polícia Militar informou o afastamento dos serviços operacionais de quatro PMs envolvidos no caso. Os afastados atuam na UPP da Rocinha e irão trabalhar administrativamente na Coordenadoria de Policia Pacificadora (CPP) até a conclusão do inquérito.    
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