Rio de Janeiro, 01 de Novembro de 2026

Salvador celebra 59 anos da Declaração dos Direitos Humanos

Sexta, 07 de Dezembro de 2007 às 10:20, por: CdB

A capital da Bahia está sediando uma série de atividades cultrurais e artísticas para comemorar os 59 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos. A programação termina neste domingo, dia 9 com um grande show no Farol da Barra, com a participação de artistas como Zeca Baleiro, Elza Soares, Arnaldo Antunes, Margareth Menezes, Ilê Ayê, MV Bill, Olodum, Geraldo Azevedo, Chico Cesar, Jards Macalé e Edson Gomes, além de uma feira de direitos humanos. Os atores Letícia Sabatella e Marcos farão leituras de trechos da Carta dos Direitos Humanos.

O escritor mineiro Alcione Araújo é o curador do evento realizado pela Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República (SEDH/PR), com patrocínio da Petrobras e o apoio de entidades ligadas à defesa dos direitos humanos.

A semana "Direitos Humanos: Iguais na Diferença", que anualmente concentra as atividades em uma das capitais brasileira - em 2006 aconteceu no Rio de Janeiro - e esse ano realiza em Salvador, exibe uma série de atividades descentralizadas em presídios, quartéis militares, escolas, asilos e unidades de privação de liberdade e uma feira organizada por Ongs de todo o país.

Para o ministro Paulo Vannuchi, direitos humanos é a defesa da vida.

– É no respeito à diferença que podemos construir uma vida de liberdade, ressaltou.

Segundo Vannuchi, as atividades são importantes para tratar o tema direitos humanos com alegria. O dia Internacional dos Direitos Humanos é celebrado no dia 10 de dezembro, quando nesse dia, em 1948, a Organização das Nações Unidas (ONU) promulgou a Declaração Universal dos Direitos Humanos, que declara, em seu primeiro artigo, que todos nascem livres e iguais, em dignidade e direitos.

O objetivo de celebrar os 59 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos significa incentivar a reflexão sobre o tema, como explica o escritor Alcione Araújo, curador do evento.

– Vivemos um tempo em que a violência e as necessidades básicas crescem a cada dia em nosso país. A Cultura continua sendo o melhor caminho para quebrar preconceitos e chamar atenção para o quadro de desigualdade social que gera um histórico desrespeito aos Direitos Humanos", afirmou.

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