Rio de Janeiro, 20 de Setembro de 2026

Salgueiro comemora três anos de UPP e queda de violência

A Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) Salgueiro, na Tijuca, completou ontem três anos de atuação comemorando a queda nos índices de violência da região.

Quarta, 18 de Setembro de 2013 às 08:39, por: CdB
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Atividades culturais e festa de confraternização marcam a celebração da paz
A Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) Salgueiro, na Tijuca, completou três anos de atuação comemorando a queda nos índices de violência da região. Segundo o Núcleo de Pesquisa em Justiça Criminal e Segurança Pública, em 2012 houve apenas quatro registros de roubos e 19 ocorrências de furto. - Aqui, estamos vendo o resultado da pacificação - afirmou o comandante da UPP, capitão Jefferson Silva Odilon. Para a moradora Lúcia Macedo dos Santos, outro benefício da instalação da Unidade de Polícia Pacificadora no morro, onde vive há 69 anos, é a realização de projetos sociais. - Estou fazendo ginástica há um ano. É muito bom, porque fiz mais amizades. Antes eu ficava trancada em casa, isolada com medo da violência na comunidade - disse Lúcia. A programação para celebrar a pacificação do Salgueiro  que termina na próxima sexta-feira com uma confraternização – foi iniciada com atividades culturais e um café da manhã que reuniu parte dos 140 policiais militares da unidade e dos 4 mil moradores da comunidade. Museu sobe o morro Para comemorar os três anos de pacificação, o Morro do Salgueiro recebe o projeto Museu Itinerante. A ação, realizada pela Secretaria de Segurança em parceria com o Museu Histórico Nacional, expõe peças históricas na comunidade até a próxima sexta-feira. No Salgueiro, a mostra fica em cartaz em um estabelecimento comercial, onde acontece o evento Quintas Poéticas, com recitais e homenagens a escritores da comunidade e nomes consagrados da literatura brasileira. Na segunda-feira , crianças da comunidade tiveram a oportunidade de conhecer um pouco do grande acervo da exposição O Império e a República. O acervo conta com moedas e cédulas da época, gravuras e textos. Para os idealizadores do projeto, é uma oportunidade de levar às áreas pacificadas ações culturais importantes. - As comunidades entram em contato conosco e nós viabilizamos tudo. Muitas dessas pessoas nem sempre tiveram acesso a um evento como este - explicou a coordenadora da Superintendência de Prevenção da Secretaria de Segurança, Tatiane Curi. O estudante Adriano Costa Netto, de 8 anos, visitou a exposição com seus colegas de colégio e aprovou a iniciativa. - Gostei de tudo - disse o jovem.
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