O governo negocia com as centrais sindicais, e tudo indica que caminham bem, os entendimentos para a aprovação do aumento do salário mínimo de R$ 545,00 este ano. Os indícios são de que se chegará a um acordo, também, sobre o pacto para uma política salarial de longo prazo no país, proposto pela presidenta Dilma Rousseff em sua ida ao Congresso 3ª feira pp.
No médio prazo temos a regra atual, o acordo pelo qual o mínimo é reajustado pela inflação do últimos 12 meses, mais um percentual do crescimento do PIB de dois anos antes. Portanto, esta proposta apresentada pela liderança do PPS, mão de gato do PSDB, de elevação do salário mínimo para R$ 600,00 não passa de demagogia, já que, se aprovada, ela inviabilizaria a Previdência Social e o Orçamento Geral da União deste ano.
Sem contar que os custos desse aumento inviabilizam os investimentos em infraestrutura no país, além da proposta representar o rompimento do acordo firmado com as centrais sindicais, que estabeleceu as regras que reajustam o salário mínimo este ano.
A proposta do PPS representa um retrocesso à época do governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) - rejeitada pela população e pelos eleitores nas eleições presidenciais de 2002, 2006 e 2010 - quando a cada ano as centrais tinham que lutar por um reajuste pelo menos igual à inflação.
Só o PPS - e o partido do qual é linha auxiliar, o PSDB - não percebeu que esse tempo ficou para trás, já era, foi sepultado principalmente pelos 8 anos de governo Lula, quando o salário mínimo, com reajustes reais (acima da inflação) todos os anos, recebeu no período um aumento de 74% em termos reais.
Salário: via PPS, a mão de gato do PSDB
Sexta, 04 de Fevereiro de 2011 às 09:10, por: CdB