Com uma vitória inconteste, agora no Senado Federal depois de haver obtido o mesmo na Câmara dos Deputados, o governo aprovou na noite de ontem o novo salário mínimo, sua política de valorização e o mais importante de tudo, uma nova política salarial para o país.
Defecções aqui e ali, um ou outro voto contra, ou abstenções, fazem parte da natureza do tema, da composição da base do governo e do caráter de alguns dos partidos que a integram. A questão de fundo é que prevaleceu a manutenção do acordo fechado há dois anos entre o governo e as centrais sindicais, chancelado depois pelo Congresso Nacional.
Salvou-se o acordo que interessa a todos - trabalhadores, à economia, ao país como um todo - com a manutenção das duas regras básicas acertadas: os reajustes do salário mínimo incorporarão sempre a inflação dos últimos 12 meses e a variação do PIB de dois anos atrás.
Comparação do PT agora e no governo FHC não tem sentido
São estas regras que garantem o reajuste mínimo, já no ano que vem, para valor superior aos R$ 600,00 defendidos demagógica e irresponsavelmente pela oposição e por seu candidato derrotado à Presidência da República, José Serra (PSDB-DEM-PPS), na campanha eleitoral do ano passado.
Comparar nossa posição de petistas em votações do salário mínimo durante o governo FHC com a votação de ontem, como fez um senador tucano, não tem nenhum sentido. Não guarda a mínima coerência, a comparação sequer é possível.
Por quê? Porque aqueles 8 anos de governo do tucanato foram de arrocho salarial, enquanto a gestão Lula reajustou o salário mínimo em 74% dentro de sua política de concessão de aumentos reais, sempre acima dos índices de inflação.
O mesmo fará, também, o governo Dilma, dando prosseguimento àquela política do presidente Lula - no caso, agora, um mero cumprimento da Lei Salarial aprovada pelas duas Casas do Congresso.
Salário mínimo: vitória inconteste do governo
Quinta, 24 de Fevereiro de 2011 às 08:06, por: CdB