Rio de Janeiro, 27 de Maio de 2026

Salário era usado para comprar materiais de trabalho

Sexta, 13 de Maio de 2005 às 07:54, por: CdB

A decisão foi tomada pelo juiz titular da 2ª Vara do Trabalho de Marabá, que acolheu uma ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público do Trabalho. A essa decisão cabe recurso. Esgotados os recursos, o montante será destinado ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).
O montante de R$ 3 milhões pode assustar, mas é bem menor se for considerado o valor pedido pelo Ministério Público do Trabalho do Pará em sua ação: R$ 85,056 milhões. O valor corresponderia a 40% do patrimônio estimado pelo MPT das duas propriedades, que têm como principal atividade a criação de gado para corte. Em valores, este foi o maior processo já movido contra uma empresa por trabalho escravo no Brasil.

Nessa ação, 49 pessoas foram libertadas. Os trabalhadores tinham que pagar por tudo o que usavam, incluindo instrumentos de trabalho (motosserra, óleo, lima, botas, lanternas). Isso resultava em uma crescente dívida que comprometia todo o seu salário. A auditora do trabalho Marinalva Cardoso Dantas, que foi coordenadora do grupo móvel que verificou a situação da Estrela das Alagoas em outubro de 2001:

- Havia dois empreiteiros, os conhecidos "gatos", os quais usavam armas de fogo e facões para intimidar os trabalhadores. Ambos foram presos na ação.

Tags:
Edições digital e impressa