Rio de Janeiro, 14 de Maio de 2026

Saída de Netanyahu não afeta retirada de Gaza

Segunda, 08 de Agosto de 2005 às 06:20, por: CdB

Israel avançou nesta segunda-feira com os preparativos para a retirada de Gaza, dando sinais de que a rotina continua normal apesar da renúncia do ministro das Finanças, Benjamin Netanyahu, em protesto contra o plano.

-Estamos de volta à rotina...O desligamento vai começar conforme o planejado, exatamente daqui a uma semana - disse à Rádio do Exércio Asaf Shariv, um dos porta-vozes do primeiro-ministro Ariel Sharon, um dia depois da dramática renúncia de Netanyahu durante um encontro do gabinete.

O gabinete de segurança de Sharon deverá debater ainda nesta segunda-feira o plano de entregar ao Egito a responsabilidade pelo corredor fronteiriço no sul de Gaza, uma medida que garantiria a Israel a retirada de todo o território ocupado.

Novos dados do governo mostram que 60% das 1.700 famílias de colonos que serão removidas de Gaza e de parte da Cisjordânia pediram indenização estatal, indicando que caiu a resistência ao plano. Estatísticas divulgadas há duas semanas colocavam o índice em 44 %.

Segundo o plano - o qual Netanyahu afirma prejudicará a segurança de Israel - os colonos que não saírem por vontade própria serão retirados pelo governo a partir de 17 de agosto.

O mercado de ações de Tel Aviv também parece ter se recuperado da renúncia do maior rival político de Sharon no partido de direita Likud, subindo 1,8 por cento no início dos negócios.

As reformas de Netanyahu para liberalizar o mercado renderam elogios da comunidade de negócios de Israel e de investidores estrangeiros, e ajudaram o país a sair da recessão. Mas os mercados locais são a favor da retirada, que consideram um passo para a reativação do processo de paz.

O vice primeiro-ministro, Ehud Olmert, foi nomeado ministro interino das Finanças, e foi instruído por Sharon a continuar com a política fiscal de Netanyahu, informou o gabinete do premier.

Uma pesquisa do jornal Yedioth Ahronoth, feita depois da renúncia de Netanyahu, mostrou que 55% dos israelenses apóiam a retirada - índice um pouco abaixo do que em pesquisas anteriores, com data não especificada. O índice de opositores cresceu de 35% para 39%.

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