Rio de Janeiro, 03 de Setembro de 2026

Saída de Gaddafi é inevitável, diz Obama

Somente a saída de Muammar Gaddafi do poder permitirá à Líbia uma transição democrática, e o tempo está se esgotando para seu governo de quatro décadas, disse o presidente dos EUA, Barack Obama. A Otan declarou nesta sexta-feira ter afundado oito dos navios de guerra de Gaddafi, enquanto cresce a pressão militar e diplomática sobre o líder líbio, cuja saída Obama descreveu como "inevitável".

Sexta, 20 de Maio de 2011 às 04:55, por: CdB
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Somente a saída de Muammar Gaddafi do poder permitirá à Líbia uma transição democrática, e o tempo está se esgotando para seu governo de quatro décadas, disse o presidente dos EUA, Barack Obama. A Otan declarou nesta sexta-feira ter afundado oito dos navios de guerra de Gaddafi, enquanto cresce a pressão militar e diplomática sobre o líder líbio, cuja saída Obama descreveu como "inevitável". Obama discursava sobre o Oriente Médio e o norte da África, onde levantes derrubaram governantes autoritários nos últimos meses na Tunísia e no Egito e inspiraram a revolta líbia. – O tempo está contra Gaddafi. Ele não tem controle sobre seu país. A oposição organizou um Conselho Interino legítimo e crível. Quando Gaddafi inevitavelmente sair ou for forçado a deixar o poder, décadas de provocações terminarão e a transição para uma Líbia democrática pode prosseguir – disse Obama em Washington na quinta-feira, defendendo sua decisão de adotar ações militares contra o governo do líder líbio. Após três meses de tumulto, os rebeldes controlam o leste da Líbia e parcelas do oeste, mas o conflito chegou a um impasse quando as tentativas rebeldes de tomar a capital fracassaram. Os comentários de Obama ecoaram o secretário-geral da Otan, Anders Fogh Rasmussen, que disse que a pressão militar e política está enfraquecendo Gaddafi e levará à sua queda. – Obama continua delirando. Ele acredita nas mentiras que seu próprio governo e a mídia espalham pelo mundo... não é Obama quem decide se Muammar Gaddafi sai da Líbia ou não, é o povo líbio – disse Mussa Ibrahim, porta-voz do governo líbio.
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